Blog das Essências
Blog das Essências
Blog das Essências

Cores do Mar … Festa do sol

Estou dando o nome neste texto com um pedacinho de uma música linda, de João Bosco, chamada Papel Machê. Então vamos lá. Todo mar tem suas cores e nuances diferentes, dependendo da pouca ou muita profundidade e mesmo da distância em que estamos quando olhamos para ele.

Também tem muita relação com a hora do dia, luz do sol, tipo sol a pino, cair da tarde, pôr-do-sol e na negritude da noite fica escuro como o céu sem luar e por aí vai. São vários os fatores que ocorrem para dar as águas marinhas tantas possibilidades. De tons e cores variados, não sei se a salinidade ajuda nisto também. Talvez com as grandes quantidades de água. Como por exemplo em mar aberto as águas sempre parecem mais para o tom azul marinho (escuro), porém sempre que a olhamos mais próximo de costões estão mais pretas, ou quando em grandes extensões de areia mudam para incontáveis tons de verde, azul, turquesa e por aí afora.

O certo é que bem pouca gente deixa de se encantar com tal beleza que ele nos apresenta. Tem explicações que a biologia marinha também nos dá, o que pode nos ajudar a entender de onde vem tanta boniteza.

Conhecendo pessoas que sabem sobre o assunto veja como funciona; um amigo e doutor em Biologia Marinha me ajudou e escreveu a meu pedido esta explicação “As águas do mar do caribe são azul turquesa devido sua limpidez e a coloração clara de suas areias. Segundo a física, quando a luz solar atinge as águas ela é refletida e parte dela penetra nas águas interagindo com suas moléculas.
Esse fator é também influenciado pelos microrganismos, (micro-organismos = microalgas), presentes no mar, por isso, em alguns locais ela fica esverdeada, quando entra em contato com a matéria orgânica de coloração amarela, ou seja, a mistura do azul com o amarelo”.

Sem pensar nos muitos litorais’ do mundo, o que vale a pena pensar e ver é que temos aqui no Brasil; uma costa marítima de muitos quilômetros. Vejamos, pelo Google, nosso país tem 7.367Km, banhado a leste pelo oceano Atlântico. O contorno da costa brasileira aumenta para 9.200Km se forem consideradas as saliências e reentrâncias deste mesmo litoral. A costa brasileira ou seja o nosso litoral é extenso e pouco recortado. Todo ele com boas chances de apresentar tons de azul e verde maravilhosas.

Penso que todos já viram o mar com muitos tons de verde, esmeralda, azul e outros tantos, muitos de nós devem ter fotos onde estes tons foram capturados e deslumbram qualquer um que olhe para estas fotos, assim como exercem certa magia para quem olha para suas águas ao vivo.

Água sempre foi um atrativo em potencial para mim desde pequena, difícil resistir ao chamado dela, me ensinaram a nadar bem nova e enquanto não ficava pronta para tal e para evitar maiores problemas amarravam uma boia de cortiça, na época era o que existia; e assim eu podia ir até as ondas, só até a terceira onda.

O mar sempre muito grande e apaixonante à minha frente. Quando não era o mar, era a piscina, rio ou o lago, se tinha água por perto, pronto o imã já estava me atraindo.

Meu signo é do elemento água, logo acabar me tornando mergulhadora e tempos depois me tornar a sistematizadora das Essências D’Água era mesmo uma questão de tempo.

Muita gente pergunta como se coleta a água dos animais marinhos, mesmo que conhece as essências florais acaba intrigado de como isso acontece. Pois bem nos três livros conto tudo isso em muitos detalhes, aqui vou contar só uma palhinha.

Como já esta no forno o primeiro livro infantil e é sobre a Matriarca do Sistema D’Água as Baleias em Abrolhos, escrevo aqui para vocês sobre como foi coletar a água com a energia e vibração destas gigantes e maravilhosas criaturas.

Tive motivos para ir até Abrolhos como, por exemplo, pensar que as Baleias, vão para lá e ficam meses sem comer pois neste lugar onde as águas são quentinhas e rasas não tem krill um mini camarão que na Patagônia é abundante; só para ter seu filhote e cuidar dele. Que outra baleia fica bem por perto quando o bebê esta nascendo, para ter certeza que ele vai conseguir ir até a flor dágua para respirar. Que ali naquele lugar, se parece com um berçário e um jardim da infância para que os filhotes se preparem fisicamente para conseguirem chegar bem lá no polo sul.

Então estes sinais me mostravam variações de como ocorre com estes enormes cetáceos a ‘maternagem’ e a maternidade entre elas. E como esta energia que as orienta e a fazem manter a dura estadia para dar cabo em sua missão de se tornar mãe, pode nos ajudar a equilibrar e por vezes restaurar o ânimo, emoções, sentimentos, força psíquica e tudo mais. A alegria de estarmos lá junto com todas elas é contagiante, aproxima pessoas que não se conhecem e um clima amisto, cooperativo se instala.

Desta forma não tive outro jeito, precisava mesmo trazer toda aquela vibração para pelo menos tentar, testar em local que estas emoções não aparecem tão facilmente.

A Essência funcionou, pessoas de diversas funções experimentaram e todas responderam de acordo com a vibração e energia que coletei bem em meio das águas daquele “berçário” que é Abrolhos.

Estas fotos são um presente das cores que o mar é capaz de assumir para nos deslumbrar.

Tenha Fé!

Mas o que é fé? NSraAparecida

Aurélio Buarque de Holanda, no dicionário “mini” que podemos colocar no computador -e me ajuda para caramba- diz entre muitos outros significados, que confiar e crer são os dois itens que fazem da fé uma virtude, uma grande virtude!

Se pensarmos bem sobre a fé, veremos que a verdade sobre ela é isso, só isso mesmo. Não existe nada lá, só a fé de que algo se transforma ou se transformará.

Ou, por exemplo, o dogma da igreja católica; onde nos deparamos seja com o vinho que na consagração se transformará no sangue de Jesus e com o pão, que acabará se transformando no corpo de Jesus após esta mesma cerimônia durante a missa.

Assim como todos, aguardamos com fé; aquela esperança transformará em cura, em algum momento, a doença que aflige a vida de alguém que amamos ou aquela dor que nos perturba. Aqui por conta dos problemas, sejam eles físicos ou emocionais, a fé pode significar também ter esperança de que algo vai mudar de forma positiva e para melhor.

Confiamos sim, pois fé é isso: a credibilidade, a confiança de que algo maior – melhor e que poderá ser o transformador esta aí, sim, porque a fé que já moveu até montanhas poderá fazer qualquer coisa acontecer, sem nenhuma sombra de dúvida!

Qualquer coisa pode ocorrer desde que a fé seja realmente verdadeira!

Então, esta fé que nos move e nos comove – nos dia 12 de Outubro, mais particularmente quando acompanhamos tantos atos de fé, mesmo nas semanas que o antecedem, por vezes semanas, são os “pagadores de promessas”, que vem arrastando suas cruzes por infindáveis quilômetros com elas nas costas. seu santuário recebe por ano uma infinidade de visitantes. Mas nesta data, seu dia é ainda maior o movimento, as missas, orações, velas, terços, canções, romarias e tudo que se possa imaginar. Vale tudo para comemorar, agradecer, pedir, ou apenas rezar uma Ave Maria no Santuário neste dia de festa.

Promessas que são cumpridas com velas em formatos variados, na sala dos milagres, onde sem dúvida, a fé é testemunha ocular do que foi pedido e do que foi realizado em nome dela. Não tem lugar sobrando, cada um dos “espacinhos” tem um pouco da fé de alguém gritando, acenando para quem quer que seja. Aquele que esteja sem ela, no momento, ou com a fé meio cheia de pó no fundo de uma gaveta; acaba sendo um aviso bem claro que a fé existe e que é capaz de fazer milagres e muitos milagres

LAJE DE SANTOS uma pedra em meio ao mar!

Prometi no instagran e

Laje de Santos - Google

Laje de Santos – Google

aqui está a história da pedra que se parece com uma “baleia”!

Quem mergulha no litoral São Paulo o mais próximo da capital paulista sabe da Laje de Santos, sem sombra de dúvidas. Ela faz parte do rodeiro de mergulhos por aqui. É o local de maior frequência de alunos que estão fazendo qualquer tipo de prova especifica para mergulhadores.

Laje de Santos mais que uma pedrona “com feição de baleia” – quando a olhamos de certa distância é uma boa em todos os sentidos. Abriga os barcos do mar aberto, e acolhe um bom número de espécies marinho e nós os mergulhadores!

Esta laje surge em minha vida junto com a paixão por mergulhar! Era o máximo ter um lugar tão perto para praticar, treinar ou ainda fazer alguma prova dos vários cursos.

Fernando de Noronha, Paraty, Ubatuba, Ilha Bela longe para o bate e volta; e a lindíssima Queimada Grande, necessita de mais tempo de navegação e é sofrida aos frágeis de estomago. Alcatrazes fechada pela marinha uma “deliciosa transgressão” que às vezes arriscávamos!

Então nos anos de 90, Laje surgia como a opção mais lógica e prática, outra questão que na época o tipo de barco disponível para a navegação uma “traineira pequena” e como todas de sua espécie era de uma lentidão assombrosa mas sempre capaz de cumprir com sua sina – nos levar mar adentro!

O motor que nos embalava e seu som característico “tototototototototototo”, era uma dose de sonífero para alguns e claro, desespero para outros. Mas fazia parte da nossa história e possibilidade de aprendizado e lazer! Só não lembro o nome.

Embora nesta época fosse bem menos divulgado como um esporte viável já tinha aficionados e pouco “transporte” para isso. Então nem sempre conseguíamos uma das poucas vagas para chegar até lá.

Clóvis instrutor de mergulho e dono desta traineira foi o nosso Jacques Cousteau, contador de histórias aos que não dormiam na viagem de aproximadamente 2h30min. à 3 horas de navegação para ir mais isso para voltar. É apaixonado por mar, barcos, mergulhos e tudo que tivesse água no meio até no inverno!

Foi dele a super e legal ideia de afundar um barco bem na Laje de Santos! O primeiro naufrágio “proposital” do Brasil. A partir dai tudo mudou! Uma pedra para descanço dos peixes de passagem e abrigo dos barcos. Depois do naufrágio, que foi levado por reboque na madrugada a revelia da lei, a laje se tornou atraente para todos. Um naufrágio atrai vida e vida atrai mais vida, aos poucos entre uma fatia de pizza e outra, fomos testemunhando o aumento constante de espécies que passaram a habitar por estas águas, quase sempre fria, mas queridinhas..

O número de escolas de mergulho proliferou embora fosse visto como “bem complicado”, já tíhamos bem mais companhia para ir adiante.

Foi nesta época que conheci dois irmãos e uma lancha chamada Planet Ocean! Claudio e Luís Dall Pogeto revezavam na pilotagem dela. E nós “lotávamos o redor da pedra e o fundo do mar”, e a dividíamos com os da caça-submarina, barcos pesqueiros e com os de faziam mergulho livre ao redor do barcos ou com máscara e nadadeira.

Deste barco fomos para outra opção de embarcação – ATM – AR -TERRA E MAR – Sem chover íamos e vínhamos a toda, e, estávamos sobre o naufrágio e seus novos habitantes várias vezes ao mês!

Com o tempo o número de mergulhadores e barco cresceu Byrosca, Anekin, Pé de Pato, Cachalote, e entre tantas outras surge a Orion Diver que foi especialmente pensada e construída para operar com mergulhos, e não adaptada como as outras!

Mais alguns anos e aparece a área de proteção à Parque Marinho da Laje de Santos! Depois que as “arraias – manta” começaram a fazer moradia mesmo que temporária por láOs barcos pesqueiros foram para mais longe infelizmente na região da Queimada Grande. Com isso dolorosamente estamos vendo o fundo ir se deteriorando com o passar do tempo e das redes!

Com água quase sempre fria em volta, em companhia dos Calhaus – outra formação de pedra próxima da Laje que podemos explorar sempre que ventos e navegação permitem, para a nossa alegria. Está é a Laje de Santos – muito mais que uma pedra um Parque Marinho – com muita vida a ser preservado!

Tudo tem sua história…

serra das águas

serra das águas

Com São Francisco Xavier não poderia ser diferente. Um minúsculo distrito incrustado num dos muitos vales que o abraça, ou melhor, o aconchega na Serra Mantiqueira.

Guarda em si a meiguice de não precisar se tornar uma super “city” uma vez que permanece distrito, o que é um dos muitos charmes do lugar. E quem vem para cá quer exatamente isso. Sair da situação de extrema agitação e pressa, principalmente de toda preocupação com tudo nos cerca numa das megalópoles em que vivemos.

O tempo não parou por aqui. Digamos que apenas… deu um tempo. Tem de tudo, só sem a urgência do lugar onde vivemos. E a bem da verdade esta urgência quando aqui chegamos meio que nos abandona. Então tudo se arranja.

E isso nos faz desfrutar do tempo, do lugar, das caminhadas e trilhas, do sol da montanha, das águas… é pessoal de São Paulo… aqui tem e muita; muitos rios e cachoeiras de todos os tipos, embora digam que não com tanta água a ponto de se fazer esportes radicais nelas, mas tem muita água doce… Puxa, matei a saudade! Nossa e que saudade!

Pode-se ter um dedo de prosa, ou a mão toda; você escolhe! Como se fossem velhos amigos, não importa onde seja, bem na padaria, ali no café, no supermercado, ou no restaurante de uma “ex modista” de alta costura que mudou de vida quando resolveu se tornar uma especialista em trutas e ter seu próprio restaurante, bem na praça da igreja matriz.

Águas frias de montanha e trutas parecem combinar. Pois existem muitos por SFX visitei o “trutário” um lugar lindo chamado Serra das Águas. E sobre as trutas é bom que se diga que é notável a energia, organização e método; e pelo que se vê disciplina dessa espécie de peixe no criatório. Não sei se no rio agem da mesma forma; aí esta uma coisa a ser examinada – atentamente.

A praça da igreja matriz com o santo padroeiro é o “point” do lugar, juntamente com a Casa da Cultura – Cassiano Ricardo que mantém a população em constante estado de atenção e vigor, com um número elogiável de cursos, que no final incluem exposições, apresentações, e todo tipo de festejos nas épocas de maior público na região. Mas todos os finais de semana tem sempre algo acontecendo, neste eram os violeiros.

A biblioteca bem equipada e aberta a todos – uma Ong – que funciona! Com várias oficinas abertas a toda população fixa ou não, com pouca burocracia e muita simpatia.

SFX tem uma aura diferente as pessoas e o lugar mais ainda; de certa forma planejam a vida para permanecerem, tem raízes profundas com o lugar. Estudam fora, mas estão por lá, gostam de estar por lá. Com os jovens que conversei preferem ficar. Vão para voltar, pelo menos é o que me pareceu.

Ruas calmas e trânsito nenhum, asfalto só no centrinho e olhe lá, e isso há bem pouco tempo. Para todos os lugares é chão batido, então o grande sucesso aqui, são os fuscas, brasílias, belinas e todos os carros velhinhos que sobem as ladeiras lisas com lama ou trepidantes quando chão está seco; porque é só o que existe por todos os lados, onde quer que se vá. Claro que os super 4X4 também fazem bem as estradinhas.

Segundo os moradores, todos que tem casa por aqui na roça, imediatamente também compram um fusca ou coisa que o valha para andar nestas estradas, e não acabar com o carro da cidade.

Interessante como aqui – pode, só não sei dizer se pelo próprio pessoal que escolhe vir para cá, que já é diferenciado neste quesito. Pois no mesmo bar, bistrô, ou restaurante estão todos juntos, o cavaleiro, a amazona que apearam na outra esquina, e o dono do 4X4 ou quem largou o carrão na pousada e fez a caminhada a pé, e quem é da cidade e frequenta o mesmo barzinho para cerveja gelada no sábado à noitinha.

É tão pacato o lugar que o ponto de ônibus que não é mais usado para tal, agora virou um ponto de reunião. Havia várias moças conversando num deles quando comecei minha caminhada para a cachoeira, quando resolvi que era hora de voltar, vi um senhor sentadinho no ponto da cachoeira, atravesei a aruá e me sentei com ele bem ali.

Ainda bem que facilmente puxo uma prosa, e conversa vai – conversa vem – a chuva armando, resolvo perguntar sobre os horários dos ônibus, afinal vi as moças no ponto, mas no caminho todo não vi nenhum ônibus passar.

Mas quando caminho… caminho, sabe como é a flor, a bica dágua, a foto, o tripé, o morro, o passarinho. Tudo é tão chamativo que se o ônibus passou… passou mesmo! O funcionário da cachoeira se espantou quando perguntei sobre o ônibus. Ah… Já faz muito tempo que não passa mais por estes lados. Então contei que na vinda vi as moças no ponto e ele estava lá também, não é?  Foi então que me explicou:- os moradores se reúnem nos pontos para conversar.Como a senhora mesma fez, me viu aqui sentado e veio sentar para conversar, um pouco só isso”.

Adorei ri um bocado e me coloquei em marcha para chegar antes da chuva no centro. No dia seguinte consegui uma foto de gente sentado no maior papo ponto de ônibus desativado no lado da Igreja de ao Sebastião, com a devida permissão tirei a foto.

Para fazer jus a verdade tem linha de ônibus por lá. Uma senhorinha estava em outro ponto em frente ao ginásio onde faz ginástica, me contou sobre os horários, me disse:- “eu desci no das 2 horas vou pegar o das 4 horas para ir para casa, saio correndo da aula para não perder este, que vem de Monteiro Lobado, moro para lá do centro, e é uma subida dura”.

Esta história já ficou longa demais, para contar sobre o santo que deu nome à cidade, mas fica faltando um pedaço. SIC – segundo informações colhidas, por lá – pois é uma parte da história dele meio extraoficial, que contaram e que esta no Google. Então vale pela curiosidade e como as religiões se misturam no final.   Este Francisco, (três ao todo – Assis – Sales e este Xavier), que também foi soldado nas cruzadas na Terra Santa, e em um dos combates acabou ferido “quase de morte”, acabou sendo atendido e curado pelas mãos e remédios milagrosos de dois irmãos gêmeos tidos como curandeiros tempos depois, Cosme e Damião; cabe dizer que a seu próprio pedido. Uma vez que estava desenganado pela medicina que na época se praticava nos campos de batalha.

Padres japoneses estiveram em SFX numa missão especial há algum tempo, afinal foi ele que esteve no Japão levando o catolicismo até lá. E segundo a senhora que me contou tudo isso, foram estes padres que descobriram estas histórias sobe o SFX. Missionário português jesuíta, contemporâneo de Inácio de Loyola esteve também em parte da Índia onde seu corpo está pelo que entendi exposto em Gôa.

E mais uma vez – grata pela lembrança, pessoal!!!!

Ah… Vou morrer de saudade!

pizza 2Parece que ninguém gosta de sentir saudade. Já prestaram atenção na quantidade de musicas falando sobre saudade que tocam por aí? E nas poesias?

E na vida, então… Mas mesmo assim se existe uma coisa para qual não conseguimos nos preparar a vida toda é para sentir saudade.

Temos um “que” de intolerância e até raiva por estarmos a toda hora sendo assolados por uma saudadinha danada de alguém ou algo, e isso dói, nem sempre muito, mas que dói, dói. Por isso é um tema choroso, sempre, em qualquer contexto!

Sentir saudade significa que algo ou que alguém nos tocou, e que a falta dele nos causa certo incomodo, que quase nunca estamos dispostos a enfrentar. E aí, o que fazer?

Temos um compromisso com a afetividade que existe dentro de nós.

Ela pode ter ficado trancada por algum tempo, por conta de uma dor intensa causada por quem não devia. Doeu, e por isso foi construído um muro de proteção ao redor, o problema é conseguir manter este muro inteiro e / ou externo firme o tempo todo.

Afinal muitas pessoas do passado e do agora e muito provavelmente do futuro não tiveram e não terão nada com esta história que tanto causou dor e então o que fazer? Colar no muro um aviso – na parte de dentro do muro para lembrar que saudade dói; e um cartaz do lado de fora para que ninguém se aproxime? O que será que isso garante? Que não haverá mais saudade? Mas e a saudade que esta aí dentro ela não vai continuar…incomodando?

Afeto e curiosidade são coisas que fazem parte do mundo dos humanos. E com estas duas “coisinhas” não conseguimos ficar tão isolados assim. Pessoas passam por nós, e neste pequeno movimento de aproximação podem despertar interesse. O que fazer? Deixar passar, algo que pareceu tão legal, uma característica que chama atenção por ter algum traço comum na forma de agir, talvez a alegria, o sorriso, a gentileza, a simpatia que aproxima a todos; como deixar coisas assim passarem ao largo?

Por vezes é uma coisinha praticamente indescritível, mas que por si só já basta para que certa ligação se faça; e uma pequena fresta no muro se abre e novos laços de afeição se estabeleçam.

Como vemos mais dia menos dia, mesmo dentro do muro que protege de novas possibilidades dos inevitáveis sentimentos de dor, sofrimento e claro de saudade; somos todos fisgados pelo afeto que nos circunda.

Daí a questão que aqui levanto, será que sentir saudade é realmente algo tão ruim assim. É a pura demonstração de que a afetividade que existe em nós esta a postos – mesmo que olhando por cima de um grande muro. Porém curiosamente quando espia lá do alto e vê algo que faz algum sentido não tem jeito, pula o muro e corre atrás.
Talvez por isso aconteçam as trombadas de vez em quando, mas em tudo temos cinquenta por cento de chance de dar certo.

Nas novas amizades, nos novos amores, nas inúmeras escolhas que fazemos no dia a dia. Tudo tem a mesma porcentagem de acerto e erro. Refrear esta necessidade de estar trocando com o mundo afetividade é a meu ver querer tornar-se alguém “inafetivo” quando não se é. O que sem duvida causará mais sofrimento e dor que propriamente – sentir saudade.

Penso que a melhor saudade para se sentir, afinal de contas é aquela que se pode matar, esta é a boa! Quando podemos chamar amigos para uma pizza,um almoço, café, uma nova viagem, aquele papo no telefone para colocar em dia todos os acontecimentos atrasados.

Esta é a melhor saudade. A que se pode matar! Que quando aparece pode ser cuidadosamente tratada. Esta não faz sofrer, pelo contrario, aproxima as pessoas, estreita os laços e alarga os sorrisos.
Repetindo – mais dia menos dia, mesmo dentro do muro que protege de novas possibilidades dos inevitáveis sentimentos de dor e sofrimento surgirão, mesmo que numa dessas escapadas pouco efusivas.

Entenda – Saudade é para afetivos, então fique atento a este sintoma sentiu saudade trate de resolver esta questão, pare um pouco, abra uma fresta no muro. Não morra de saudade – mate a saudade que o está matando!

Só para mergulhadores? Nem tudo!

385070_1762429037723_1749027968_894014_1122676620_nTô mó preocupada! Que acabem pensando que mergulhadores só curtem água, escafandros e outros mergulhadores!

Mas existe muito mais que isso neste nosso mundo subaquático!

Coisas acontecem que nos paralisam, outras nos deixam mareados mesmo em terra firme. E ainda existem aquelas coisas que a primeira vista não tem pé nem cabeça, porém no final tudo acaba por fazer o maior sentido.
Acontecimentos que unem gente logo de cara, a simpatia, o sorriso aberto, o jeito às vezes carioca de ser, uma afinidade que vem de outros mares, de águas mais profundas. Talvez águas oceânicas!

Pessoas estão sempre em movimento; curtem diferentes coisas, trabalham em diferentes empregos, em lojas, construções, oficinas mecânicas, consultórios, computação, com direito, são professores, funcionários públicos. Muitos têm hobbies em comum, seja a subir a serra, ir para o mar, surfe, trilha, cozinhar, sair dançar, cantar e mais umas mil coisas que existem para fazer. Mergulhar é só uma delas, isso nos aproxima sem dúvida, mas não é só isso que nos une tão rapidamente.

Tem coisas que unem como um flash, mas sem que nossa limitada racionalidade possa entender ou dar um nome só para acalmar a razão que implora por alguma diretriz.

Mas aqui falo de águas que correm sob a terra e a deixam mais fértil, são os rios subterrâneos de emoções, vibrações, são elos de outras ligações que não podemos dominar com a razão; mas que deixam a vida mais gostosa, bem mais leve de ser vivida.

Estas coisinhas é que dão sabor às reuniões, festas, viagens e até mesmo aos mergulhos onde não conseguimos ver mais do que um baiacu-espinhoso, dois golfinhos e duas estrelas-do-mar, além de coragem e certa dose de preocupação em saber para onde os peixes que vivem natural e mansamente em volta dos corais estão se mudando.

Este se dar bem de primeira, não deixa de lado nada daquilo do que somos! Gente! Não sonhem que mergulhar acaba com isso, pois não acaba. O mergulho termina e a superfície nos espera. Somos o que somos – sempre; às vezes até mesmo embaixo dágua.

Então confusões até surgem neste grupo; e como! Afinal somos só – humanos! Mas como também estamos em treinamento a todo o momento, podemos pensar na máxima que diz:- se podemos fazer – podemos desfazer os rolos, confusões.

As encrencas vêm e acabam se diluindo em algo muito maior, que é esta ligação que corre por entre sintonias de amizade – uma corrente subterrânea de emoções que esta sempre disposta a se ralar um pouco e se recompor depois, em nome de algo melhor.

Sem pensar no que é bom ou certo; bonito, ou legal, mas sim pensar o conjunto, em manter perto, manter todos por perto.

Quando em terra firme a gente se espalha, fica tão mais difícil o encontro, e até mesmo marcar uma pizza acaba em pizza! E fico com a forte impressão que mesmo com os dissabores que os pequenos ou grandes melindres trazem estar lado a lado, fazer parte do grupo, supera todo sufoco!

Ficar próximo, sentir que pertence a uma turma é mais que mágico num mundo de indivíduos continuamente ensimesmados – demais – para partilhar.

Nós mergulhadores somos mesmo só peixinhos de um cardume que estamos sempre – que podemos é claro -, procurando outros peixinhos e peixões em outros tantos cardumes… nas mesmas águas, mas certamente em outros mares…

Sobre amizades!

Um almoço entre amigas!

Ok, mas tivemos um bom representante do sexo masculino que lá estava para fazer o contraponto tão necesssário e edificante entre as energias.

Um longo almoço de domingo, uma reunião festiva entre pessoas que só estiveram juntas por 20 dias, se tanto, numa viagem de mergulho.

Cada qual com sua vida, muito diferente uma das outras em suas histórias pessoais, em suas profississões, mas tão iguais em outras coisas – as que importam.

Às vezes, esquecemos o que realmente importa por estarmos atados de maneiras dolorosas a preceitos que nem sabemos de onde vieram, e o que é pior, nem ao menos nos questionamos sobre isso ao estabelecermos nossas regras.

O que importa, então, para este grupo tão diferente e tão igual, para cada um dos membros? Na verdade, não sei dizer ao certo. Como já disse, passamos poucos dias de férias juntos, fazendo o que gostamos muito de fazer.
Mas não nos aprofundamos ainda numa amizade; daquelas que, vez por outra, lava nossas almas e preenche espaços minúsculos em nossos corações. Mas promete – garanto!

E não saber muito ou tudo de cada um não me parece ser tão importante ou o mais importante, o que esta nova inclusão nos permite é vivenciar a leveza do estar. Estar junto! Embaixo dágua ou acima dela.

Não é preciso saber de tudo o que mais existe em cada vida, em particular, pois parece bastar a alegria da convivência, do frescor de novos amigos. Tão difícil e compromissado que nosso dia-a-dia anda.

Amizades sem muito antes, diria; afinal a ligação foi feita por uma mesma raiz, isto sim, o mar! Os mergulhos em alto mar.

Talvez pelas muitas diferenças, teremos -e espero- estas amizades para muito depois…

Sem uma data acertada, um calendário bem flexível, no entanto, olhem só, todos com uma agenda lotada – mas só nos intervalos, não para a construção dos espaços para que esta amizade aconteça.

Um almoço de novo com os mesmos da foto? Quem sabe quando? Mas será que isso é o que realmente importa? Saber quando? O que ficou deste almoço dá pra ver no sorriso de cada um, na vontade que ele não se apague tão cedo, que a alegria que aqueceu a festa fique pelo máximo de tempo possível na memória.

Que ele conte como um ponto positivo, um ponto a mais na quebra dos antigos padrões e dificuldades de relacionamento que todos temos pela vida afora. Trazendo uma certeza que tudo pode ser refeito.

As novas amizades podem nos ensinar muito mais, afinal, estamos todos aprendendo algo todo dia, mas penso que é mais que isto, com novas amizades todos poderão reaprender a lidar com as antigas, talvez as amizades que tenham causado dores imensas ou mesmo leves escoriações. Mas praticamente sempre irão ensinar algo novo.

Seja pelo sorriso, sotaque, na maneira de falar, jeito de ser, a verdade é que quando estamos desarmados a probabilidade é que ninguém se machuque. E que todos possam curtir a leveza e o espírito da brincadeira.

Vamos nos encontrar de novo, eu sei e todos sabem, pode ser amanhã ou no futuro próximo, tanto faz. O igual que nos uniu, ou seja, mergulhar fará com que isso aconteça mais dia menos dia. E as diferenças? Bom elas existem e nos mantém como e do jeito que somos e lá no fundo de fato estas diferenças parecem não contar.

Meus Votos para 2011

Lista de carmas RLinger.

Uma frase de e-mail que recebi há pouco, não sai da minha cabeça; e se tornou a fonte do que quero escrever como proposta para o novo ano que começa. 

Deixando coisas velhas para trás – esta foi a dica e foi esta minha proposta de termino do ano ao pessoal com quem estive viajando bem na “virada”, na festa do revellion. 

Para tal, sugeri a todos os passageiros e tripulantes do barco – Nautilus Explored que escrevessem em um pequeno papel as coisas que desejavam que não continuassem fazendo parte de suas vidas no ano que estaria começando em breve.�
Minha surpresa foi total a ver que todos aderiram a tal proposta, um sueco, alguns canadenses, mexicanos, holandeses, americanos, e, claro os vinte barulhentos, entrosados e alegres brasileiros da Scuba Point – escola e travel – todos mergulhadores de colete e carteirinhas. 

Por nada deste mundo quero perder a satisfação de me surprender com a natureza espontânea e tão caracteristica dos seres humanos; quando fiz minha proposta não imaginava que adesão aconteceria em 100%. Mas aconteceu… 

Lá fomos nós atear fogo ao que chamamos de “listas de carmas” que não mais queremos que nos acompanhem neste novo ano. Um basta! Uma celebração simples e bonita com o apelo do fogo que purifica ao queimar, que transforma matéria palpável em fumaça, deixando apenas cinzas que foram deviamente sopradas ao mar depois de queimarem na concha com desenho se um sujestivo carocol – o próprio nautilus; que simbolicamente nos conduz ao âmago, ao centro pensante e idealizador, ao mundo desconhecido, mas bem atento do inconsciente. 

Limpando feridas, varrendo os entulhos, praticamente abrindo espaço para que o novo possa chegar e se fixar para então fluir, neste ano de 2011 – o ano em que a soma é 4 – aquele número que organiza, define, enquadra – fecha o quadrado – para que possamos seguir a estrela nova da liberdade de 2012 – ano 5; mas a explicação deste fica para depois. 

O importante é saber que na cerimonia onde utilizamos o fogo como instrumento; nele queimamos coisas que sentimos que não nos pertencem ou idéias e sentimentos que não queremos mais, mas que quando estão presentes nos impedem de ir além. O fogo é um grande transformador; é capaz de literalmente enviar para o espaço os maiores e mais pesados pesadelos. 

Simbolicamente, podemos ver isso acontecer numa cerimonia destas, escrevemos em papéis alguns sentimentos que já estão com a “validade vencida”, porém continuam presentes no dia a dia, sentimentos, ressentimentos, emoções que permanecem fixados em nossa vida fisica, mental, psicológica ou mesmo espiritual. 

Ao visualizamos estes entraves se tornarem fumaça e cinzas diante de nossos olhos, conseguimos espaço para reorganizar as coisas na nossa cabecinha. 

Participo de rituais nas noites de lua cheia, onde podemos colocar na fogueira coisas como estas que dificultam o desenvolvimento e o usufruir do potencial que é nosso por determinação do universo. Foi daí que surgiu a idéia de compartilhar com os “buddys-dives” – companheiros de mergulho esta proposta. 

E o que me faz agora escrever e compartilhar com os companheiros do STUM esta possibilidade – não foi na virada do ano – mas amanhã é lua cheia. Entre em sintonia com esta força renovadora e faça sua limpeza, escreva num pedaço de papel o que você não quer que faça mais parte de sua vida, e observe. Este ritual pode ser feito sempre que for preciso.

Então, vamos lá, faça a sua lista… sempre é tempo de deixar as coisas velhas para trás, tudo o que nos impede de caminhar mais leve.  Então, sente-se por alguns momentos e reflita naquilo que você quer deixar para trás, escreva em uma tira de papel e com cuidado e consciência coloque fogo.
FOTO – R.Linger