Blog das Essências
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Ansiedade, Medos e Horror

Ansiedade, Medos, e logo depois o Horror!

Assim nos acontece, primeiro surge certa dose de ansiedade, ao cair da tarde, afinal o que ronda em volta na noite escura é a figura do lobo. Logo depois dela, a ansiedade, vem uma boa dose dos medos, afinal lobos sempre são vistos com “maus”. Então o horror de tudo toma conta, sem que percebamos mais, onde um começa e acaba o outro. 

Então vamos ver uma a uma para podermos dissipar confusões. 

Primeiro a Ansiedade, ela nos leva adiante, por ansiar melhorar as coisas é que trabalhos, aceitamos novas incumbências, cargos, posição e daí por diante. Então algo que nos leva à diante, não pode ser de todo ruim. Estar atenta a ela é o que nos salvam de agonizar e não nos leve a “morrer na praia”, por mais bonita que seja ela.

Segundo os Medos, este como um sinal de alerta, um pisca-pisca que nos chama atenção, nos faz olhar atentamente algo que esta na nossa frente. Caso não tenhamos Medo, nossas vidas correriam mais perigo, e desnecessariamente. Pergunte por quê olhamos dos dois lados da rua, antes de atravessá-las? Muitos são nossos medos que nos deixam viver mais e melhor, sem dúvida. 

O Horror, a temeridade que nos leva a beira da loucura. Este me parece sempre uma venda que nos impede de olhar e ver o que realmente pode fazer a diferença. Principalmente nos dias de hoje, dias de COVID19, dias de Pandemia, dias de confinamento.  

Para ver a floresta é preciso olhar além de uma única árvore.

Se não dermos atenção ao todo que esta acontecendo, estaremos fadados ao insucesso; ficaremos sim, presos a uma única coisa, numa visão pequena das coisas.

Olhar para além do muro – para além do isolamento, só assim, poderemos ter uma maior visão deste todo, deste tudo que nos cerca.

O que mais nos acontece além do isolamento social? Tem muita coisa acontecendo em nossas vidas amiúde, no dia a dia, 

Aqui o que acontece é que nossos sentimentos, nossas emoções estão sendo checadaspor exemploentre amor e ódio. Amor à vida! Ódio pelo que me prende em casa! Este mal-estar que nos consome, querer ou não querer;  proteger-se ou arriscar-se. Então surge estas outras questões – Arriscar os meus!? Proteger os meus!? 

O “resto do mundo” bate à nossa porta. Empatia e Compaixão! O que fazer com estas coisas!? Afinal quem vai fazer parte da minha conta?! “Estas coisinhas” incomodam. É verdade os Outros Incomodam! Pensar nos demais é chato mesmo, nossa humanidade ou desumanidade, vem à tona.

Nesta Pandemia ou em outras situações que precisamos pensar no todo; nos demais, aí aparecem as ansiedades, medos, e todos os horrores, pois nos fazem pensar, afinal, qual o meu papel em tudo isso? 

Por isso, descobrir um Culpado, é importante e ele leva tudo! Quando encontramos “o culpado” nossa raiva irá toda para ele. Focar nesta criatura toda nossa fúria nos deixa afastados destas coisas que incomodam. Ao mudarmos o foco, tiramos o olhar das nossas coisas e passamos para o outro ou para os outros, desviamos nosso olhar, tiramos a apreensão em relação ao que vai acontecer como a minha atitude e passo a avaliar a atitude ou comportamento dos demais. 

A pergunta que fica é o que fazer com a ansiedade, medo e horror de se estar vivo. Pois é disso que se trata. Viver é perigoso, atinge direto a nossa ansiedade, o que nos dá medo, e invariavelmente alguns nos colocam em perigo iminente como neste momento que o mundo atravessa, e isso pode nos fazer temer pela nossa vida. 

Aterramento é uma opção. Informação é importante nesta historia toda. Nos ajuda pensar, e verificar os fatos. Assim como conhecer bem o que estamos sentindo. Aprender a pensar e separar o é meu e o que não é, nos deixa pisando em terra firme, conscientes e fortalecidos do que é nosso e do que é dos outros. 

Separar o joio do trigo, o que serve e para que serve, ‘esta ou aquela’ opinião, este ou aquele argumento. Verificar primeiro a fonte, ‘de onde vem e de quem vem’ tais notícias. Para não se deixar levar e  para não enlouquecer. Para Não colocar mais combustível na própria fogueira da ansiedade.

#HASHTAG #FiqueEmCasa

#fiqueemcasa

Tudo começou assim, um simples #hashtag # nos colocou em quarentena, mexeu com um dos mais poderosos ou o maior dos nossos medos. O medo da contaminação nos colocou dentro de casa e mais perto de nós mesmos. O que por vezes nos aterroriza ainda mais. Talvez seja daí as escapadelas que a todo o momento acabamos por fazer ou quase…

Tem um dito popular português que diz:- não há bem que sempre dure, nem há mal que nunca acabe! Desta forma podemos colocar nossa fé em outro #hashtag# este:- #tudopassa pode confiar.

Existe uma carta no tarô chamada Roda da Fortuna – que sempre esta girando, a foto mostra quatro pessoas, uma em cada posição. Um deles está no topo o que é bom. Porém também significa que assim que a Roda girar será a sua queda; pois é a próxima posição a de quem esta começando a descer enquanto a roda gira; outra figura esta na parte mais baixa, da mesma roda, para muitos é o fundo do poço. Outra visão é que ‘este ser’ esta prestes a começar a subida até ao topo. Outro personagem retratado na roda, esta chegando a este mesmo topo, a terceira posição na Roda de Fortuna. Por fim o quarto lugar aquele tão almejado por todos.

Bem esta carta de tarô tem outras implicações, as do tempo como as figuras das Moiras que são “as donas do tempo”. Como sendo em parte de uma lei desconhecida, invisível até insoldável que pode determinar rápidas subidas e quedas vertiginosas que mudam o rumo de nossas vidas de uma hora para outra.

Com isso e por tudo isso pensar neste isolamento social que estamos fazendo já há alguns “bons dias” e que isso simplesmente fez a roda girar, e com isso desestruturar tudo e todos, num só chacoalham, bagunçou a galera da geral. Mesmo assim estamos conseguindo fazer nossa parte uns mais outros nem tanto. Mas sem dúvida existe uma consciência geral do que é necessário até mesmo dos mais rebeldes.

Agora mais que nunca nesta Páscoa precisamos acreditar que renascer é possível e quem sabe de forma diferente, só sobreviver será pouco, pois, precisaremos fazer mais que isso. Muitos se deram as mãos buscaram doações, formaram grupos de apoio em todos os cantos, os bons vizinhos que se tornaram ainda mais solidários, e assim caminhamos mais conscientes para fora da roda de fogo. Aos que acreditaram nos esforços, aqueles que acreditam que o esforço de cada um conta.

Quem esta se desdobrando em turnos sem fim, médicas mães que deixaram a casa para não por a família em risco e assim cuidar dos filhos e das famílias que estavam sob seus cuidados. Dedicação e mais dedicação de todos que continuaram até mesmo sem terem 100% dos aparatos necessários para sua própria proteção.  Todos estavam lá contribuindo cada um a seu modo fazendo a sua parte, ficando em casa, cuidando de si mesmo e assim cuidando de tantos outros.

Esta chacoalhada acordou muitos adormecidos, muito dos fortes que estavam sem muita vontade de nada, e colocou todos ou muitos para olhar os outros de outra forma. Solidariamente.