Blog das Essências
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Pressão e Sucesso

Será que o sucesso existe sem aquela pitadinha de pressão? Será que algum dia a pressão realmente acaba?

Sinceramente penso que não, somos estimulados desde bem pequenos a ter sucesso, um atrás do outro. Quer ver… pense bem, quando fazemos “festinha” para as crianças quando fazem algo novo, quando dá alguns passos mesmo que vacilantes, quando começam a andar de ‘bike’ sem cair ou quando tiram as rodinhas da primeira bicicleta, sempre somos estimulados, e aplaudidos nas conquistas, então aprendemos a querer mais.

Notas da escola – são boas, nos dão parabéns, junto com certa pressão para que no próximo boletim sejam ainda melhores, em todas as áreas, fez nível um, já perguntam quando seguira para o “dois”. Hoje em dia até os Vídeos Games cobram imediatamente para que faça mais pontos, vá para outro jogo com maior dificuldade, sempre com um novo desafio o que quer dizer… pressão     

Só que precisamos pensar que com o passar do tempo esta pressão começa a ser nossa. Nós mesmos passamos a querer mais e mais.

Imagine o quanto um atleta, de qualquer modalidade esportiva que pratique, desde muito pequeno. Os aplausos de seu sucesso vão se tornando parte de cada treino, de cada segundo a menos na tabela de pontuação para ultrapassar os próprios recordes.

As Olimpíadas no Japão acabaram. A maioria dos vencedores tem algo em comum. Subir mais um pouco no podium ou manter-se no que conquistou.

O certo é que a pressão de dentro ou de fora nunca acaba, natural é ser campeão, não nos preparam para não termos sucesso. Mesmo crescidos ninguém quer pensar em fracassar, perder, com isso o perigo é deixar de tentar. 

  Hoje vemos com muita frequência competições infantis que outorgam medalhas para todos os participantes, não importando perder ou ganhar. Talvez isso dê a falsa ideia que não preciso de esforço algum para receber prêmios.

Por outro lado não ajudam em nada o crescimento emocional, crianças precisam aprender a lidar com o que não dá certo, com os erros, em ficar fora do “podium”. Às vezes ganhamos, outras não. Isso nos diz que precisamos de mais dedicação, treino, mais paciência e persistência. 

A pressão nunca acabará, cada ‘nova’ ideia desencadeia uma torrente de ações para chegarmos ao ‘podium’ não importa qual, sempre iremos querer vencer, por isso lidar com a pressão externa e interna são coisas difíceis, e não sobra energia nem por um instante para o não dar certo, incluir a possibilidade do fracasso pode nos fortalecer, perder não pode ser o fim do mundo. Pode mostrar mais claramente a necessidade de maior tempo de treino e dedicação.

Precisamos nos preparar melhor para as coisas que não dão certo na vida, para não deixarmos de lado o que realmente importa que é tentar nos superar, dar o melhor de si em tudo que se faz não necessariamente é a certeza de medalhas, mas sempre pode ser um bom começo. 

A Nova Bike do Bob!

Na verdade o nome deve ser:- BOB e sua bike!

Quem não andou por horas a fio de bicicleta pela infância, adolescência ou mesmo na vida adulta.

Infância e bicicleta certamente foram feitas um para o outro. Só que não! Afinal tudo que pesquisamos sobre bikes, sempre foram pensadas por homens para adultos. Homens e mulheres sempre foram atraídos por velocidade seja ela de que máquina for.

Sempre que precisamos chegar mais rápido em qualquer canto pensamos sempre nas maquinas que nos ajudam a chegar lá no melhor e menor tempo.

Não me canso de lembrar certa propaganda em que o menino colocava inúmeros bilhetes em todos os bolsos, pastas, cadeiras e em tudo mais com os dizeres:- Não esqueça da minha Caloi!

Talvez não o posso jurar que foi lá nesta época que a indústria de bicicletas começou a dar mais atenção a este grande público com inovações sem igual todos os anos coisas novas sobre duas rodas no mercado.

Desde a minha primeira bicicleta vermelha, muita coisa mudou e se modernizou, e com o apelo planetário para deixarmos de lado os carros ela criou alma nova, mas sobre suas velhas duas rodas, elas ganharam até motor elétrico nesta época.  

Tenho a impressão que este novo apelo das bike’s mexe com alma dos seres humanos em geral, afinal para se andar de bicicleta não precisamos ter dezoito anos ou mais.

Modelos que se adaptam até mesmo para aqueles não conseguiram aprender ainda durante a infância, então sempre se pode pedalar por aí, seja nas ciclovias que agora também estão na moda, seja nas tardes de domingo na Avenida Paulista!

Bem isso é muito bacana, faz parte da história da humanidade e pouca gente não a tem na memória, assim com muitos nos dias de hoje reativam esta velha forma de locomoção, exercícios ou mesmo de pura diversão.

Por isso quando uma amiga me contou que seu marido escolheu de presente de aniversário uma nova bike. Foi um presente da família e que até mesmo o ele, Bob teve que participar, afinal não quis qualquer bikezinha, escolheu o guidão mais alto, o selim que melhor lhe agradasse, marchas certas, amortecedores, e por aí afora. 

Então… como vemos a bike moderna tem o DNA do dono, e Bob com o passar do tempo se tornou exigente, afinal faz muito tempo que encostou a última bicicleta, conta a lenda que a namorada da vez pediu que escolhesse a bike ou ela, adolescência é fogo! 

Porém a vida é dinâmica e muda o tempo todo, tanto que a esposa participa junto com os filhos para que o presente do Bob seja perfeito e a nova bike seja tudo e mais um pouco nesta festa de aniversário .

Parabéns Bob, muitas e boas pedaladas por aí!

Presépio, Como foi que aconteceu?

Em 1223 estava São Francisco em uma pequena cidade próxima de Roma, seu nome? Greccio, numa possível cruzada de evangelização. Afinal por onde passava São Francisco levava “a palavra de salvação”, ou seja o evangelho. 

Ali deparou-se com um problema, como explicar o nascimento de Jesus para os moradores do local, pessoas simples do campo, São Francisco tinha uma forma prática para fazer as coisas da vida darem certo. Ele dizia sempre:- comece fazendo o necessário, logo estará fazendo o possível, e quando menos esperar estará fazendo o impossível. 

A necessidade é a mãe das soluções, foi assim que com simplicidade pegou argila e fez pequenos bonecos. Primeiro é claro, Maria e José, então modelou o menino Jesus. 

Contar aos camponeses que Jesus também nasceu em uma estrebaria, lhe deu elementos suficientes para compor toda a cena. Com tudo que se pode encontrar ali. Burrinho, cavalo, vaca, carneiro, alguns pastores; os três reis magos e a estrela.

Aqui preciso fazer um parêntese, uma estrela especial que brilhou por todo o caminho que os 3 Magos – Gaspar, Baltazar e Belchior fizeram até chegarem à Jesus. Esta mesma estrela estará ‘super’ brilhante novamente em nossos céus a partir de hoje. Dois gigantes estarão tão próximos que parecerão um só ponto de luz. E que luz, diria eu! Saturno e Júpiter serão os responsáveis por esta luz, por esta Estrela de Natal ou de Belém. Conta a ciência que isto aconteceu em 1226, e agora 2020. Para novamente acontecer em 2080, fecho parênteses.

Assim que São Francisco arrumou todas as peças em volta do recém-nascimento, “nasce” a ideia que ganhou o mundo – a tradição de montar presépios, Por todo o mundo. 

Para nós brasileiros o primeiro presépio chegou no século 17, por um por certo religioso – Gastar de Santo Agostinho – em Olinda Pernambuco.

Nestes nossos dias, presépios existem de todos os modelitos e com todo tipo de material, argila, madeira, porcelana, palha de milho, ferro, osso, pano, tijolo. Curiosidades acontecerem nesta área também; na cidade do Porto, em Portugal foi modelado um presépio de 12 toneladas de chocolate – que tem seu registro no Livro dos Recordes, demorou seis meses para ficar pronto. Outro presépio que achava atenção, esta em Maringá – Paraná – esculpida em areia com dois metros de altura.

Estamos quase no Natal outra vez,  sempre festejamos a data em família, é o mais comum por aqui na casa dos brasileiros, mas neste ano que foi bem difícil para todos no mundo, talvez tenhamos repensado o estar junto com aqueles que são importante para nossa vida.

O COVID19 nos deixou em casa, porém nem todos com seus próprios familiares, pela necessidade de afastamento, ficamos e precisaremos continuar longe de muitos dos nossos queridos, inclusive durante as festas de Natal.

O presépio de Francisco veio para representar para sempre a história do nascimento de Jesus, assim como – a “célula mater” da sociedade, que tem seu início na família. Mas Amar ou Amor em tempos de pandemia é na verdade o “estar longe” é o que mais pode representar amor, para todos nós.

Não poderemos ver a Estrela de Natal lá no observatório cientifico por conta do isolamento social que precisamos manter, mas podemos continuar cuidando de quem amamos mantendo afastados, e confiando na #vaipassar.

E poderemos festejar com eles outras tantas vezes depois. Talvez o melhor presente deste Natal seja se manter longe de quem amamos.

Boas Festas e um Ano Novo Saudável e feliz para todos, são nossos votos! 

O DILEMA DAS REDES

Este é o documentário do momento, esta fazendo sucesso pois alguns dos ex-funcionários das mais famosas e poderosas redes sociais resolveram contar como é feita a manipulação por trás destas firmas.

Somos suscetível a todo e qualquer tipo de atenção, afinal desde o nascimento até um bom tempo depois, precisamos das relações humanas para sobreviver. Ficamos muito tempo ‘na mira’ direta de quem nos dispensa muito tempo e atenção para que possamos ter conforto físico e emocional; seja pelo alimento, sono, asseio e boas doses de carinho e afeto. 

Na maioria das vezes é justamente através da atenção que nos dispensam que nos tornamos seres sociais, nos reunimos desde sempre em grupos para uma infinidade de situações. Isso desde que o mundo é mundo. 

Neste documentário estes ex-funcionários e mais alguns tantos professores de comunicação e informática nos contam que as redes sociais usam o mesmo procedimento. Afinal têm sistemas operacionais que “sabem”o que nos chama mais atenção e assim providenciam tais coisas.

Por exemplo, quem nunca passou por isso – se nos detemos pesquisando valores de uma torradeira, misteriosamente todas as lojas que vendem este tipo de torradeira começa a enviar vários modelitos e preços desta mesma torradeira.

Estas redes sabem de tudo, até mesmo o que não gostaríamos que ninguém soubesse. As explicações dadas por eles é simples o tempo de atenção que precisamos. 

Dá mesma forma quando damos um “like” em um determinado assunto, somos “fisgados” e passamos a recebem temas relacionados a ele.

Os atrativos que nos detém por mais tempo ligados na rede para eles é ‘dimdim’ no bolso, e nós ficamos cada vez mais presos, nestas redes de identificações.

É na verdade um mundo mágico que existe por trás destas redes sociais, que ao mesmo tempo nos dão muita atenção através dos “likes” que recebemos daqueles que fazem parte da minha, sua e nossa rede pessoal, ou através destes ‘posts’ que aparecem enquanto estamos navegando.

O incentivo para cada um é a atenção que nos dispensam, para eles da redes é o quanto somos capazes de adentrar neste emaranhado de grupos e assim nos perpetuamos plugados naquilo que eles indicam.

Ivan Petrovich Pavlov, nos demonstrou que através do reforço negativo ou positivo conseguimos aprender ou ensinar qualquer coisa a qualquer um.

Os ratinhos brancos de laboratórios “sabiam” que existia duas alavancas na gaiola em que eram colocados após x’s horas sem água e assim que entravam na caixa experimental rapidamente se dirigiam a alavanca certa. Afinal já haviam entendido que a outra estava seca.

É o mesmo princípio que é usado nas redes sociais, não duvide nem por um momento disso. Nos condicionam para clicar ‘like’ ou não a cada post que recebemos, sejam da nossa rede ou da rede dos  “amigos” que nem sempre conhecemos. 

Mas como sempre precisamos de ‘likes’ o tempo todo corremos atrás deles, quem não gosta de receber ‘likes’ quando posta alguma coisa em qualquer lugar da rede. Lembre-se de que quando era criança recebia ‘likes’ da mamãe também sempre fazia algo que estava de acordo com o ensinamento dado por ela. Na escola recebíamos ou recebemos ‘likes’ dos professores, na minha época tinha a estrelinha, tirar 10 era uma coisa, agora 10* era o máximo. 

Somos todos condicionados e queremos mais é receber “likes e mais likes” por todas as coisas que fazemos. Só que no momento as redes trouxeram algo extra e imediato que dá aquela levantada em nosso astral, logo nos submetemos. 

Não é crime querer atenção ou gostar de atenção e problema que estes ex-funcionários das redes sociais levantam é para que passemos a pensar a respeito deste assunto; assim como ter consciência de com nos conduzem estes poderosos instrumentos da internet. Mais nada! 

Se a Autoestima esta somente ligada aos “likes da rede”, isso é um sinal perigoso. Afinal para ter Autoestima equilibrada é preciso olhar para para dentro de nós e não para o que dizem as redes sócias sobre nós. 

Da mesma forma não podemos pensar que a “vida” que o cola nestas mesmas redes seja só sorrisos e comidinhas legais, brincadeiras e passeios em lugares de arrasar.  

Casinhas nas ruas – parte #1

 São Paulo e suas pequenas casinhas!

Já faz um tempo que não andamos muito “soltinhos” por aí, sempre com muito cuidado por conta deste vírus, que se nos pega pode ser desastroso.

Mas… finalmente puder caminhar um pouco pela região onde moro, e me deparo com umas casinhas amarradas em postes, numa rua uma, outra rua outra.

Parei para fotografar esta segunda casinha. Um senhor que também caminhava, separa até que eu acbe de tirar as fotos, e claro começamos a conversar sobre o assunto.

Segundo este caminhante do bairro de Pinheiros, existe uma ONG que ajuda ou faz estas casinhas e doa para os moradores de rua. Tem corrente, cadeado e mais corrente para prendê-la aos postes. São de folhas de madeira finas mas muito bem feitas. Na foto da para ver. 

O dono e habitante não estava por lá, para me contar como é que isto funciona. Apenas sua moradia e o carrinho de seu trabalho na coleta de recicláveis, por onde quer que vá.

Uma forma criativa de ficar instalado pela grande cidade. Sem que frio da rua suba pela costa ao se deitar. Longe dos bichos das calçadas que devem perturbar muito que se encontra nesta situação. 

Agora que sei por onde estão estas pequenas moradas, vou tentar encontrar algum dono e propor uma conversa para saber mais e melhor deste arranjo.

Contudo nas praças da cidade existem barracas de camping com famílias inteiras convivendo por lá. Na região do Ceagesp e na Praça Apecatu é um bom exemplo disto, próximo da ponte das Bandeiras também se vê muitas barracas e acampamentos.  

Pelo tamanho que vemos na foto, quando muito deve dar apenas para um colchão se é que o tem ou se é apenas um monte de caixas de papelão forrando o chão da casa. Penso que não deve ter destas tamanho  – “família”, penso que apenas para uma pessoa ou casal.

Assim que fizer contato com algum dono de uma destas casinhas, escrevo mais detalhes sobre o assunto. Até lá prestem atenção pelas ruas de SP para encontrarem as outras tantas que podem estar acorrentadas em algum poste por aí.

NÓS E OS MARISCOS!

Uma estranha comparação? Nem tanto…veja só!

Todos têm ou precisaram ter um lado mexilhão, ou um pouquinho daquela concha dura que tem a divina função de proteger o núcleo macio destes moluscos dos possíveis ataques externos.

Como eles, somos vulneráveis e uma proteção vem a calhar num mundo onde poucos respeitam limites, sejam eles quais forem, e venham de onde vierem.

Não permitir que exagerem na dose é uma questão a ser levada em conta na hora de preservar a integridade do ser. Ou seja, fazer exatamente como o molusco faz resguardar seu lado macio dentro de sua concha! Longe ou apenas fora do alcance dos ataques ferozes de predadores indesejáveis.

E quem são os predadores, os invasores, os destruidores; os moluscos são apetitosos para muitas espécies do mar; o que instintivamente os deixam em constante prontidão. Embora seu movimento de filtragem seja regular, solitário e até monótono no abrir e fechar de sua concha sua percepção de perigo é eficaz, é bastante eficiente, pois pouco se vê mariscos machucados ou pela metade, nas encostas onde é seu habitat natural.

E quem são os nossos predadores? Realmente isso importa? O importante é saber que nós podemos desenvolver estas mesmas habilidades, a dos mariscos ou mexilhões para que não nos destruam ou engulam, talvez até mesmo possamos fazer isso sem ter que partir para agressões, apenas nos mantendo dentro de nosso quadrado, ou melhor, dentro da nossa concha. A mensagem dada por destes moluscos pode bem ser:- limite é bom e eu gosto, e para nós humanos:- respeito é bom e eu gosto!

Aos mais temerosos de contato social, ou mesmo para aquele que desenvolveu certa ‘fobia social’ é uma boa essência vibracional, elaborada pelas Essências D’Água; pois fará com que este temor exagerado nas relações sociais seja revisto, uma vez que irá propor um ajuste em relação ‘aos domínios de seus limites próprios’.

Assim que cada um estiver mais consciente destes limites e de sua capacidade de lutar por eles, colocará de lado esta fobia, e passará a interagir com o meio de forma natural. Agindo e reagindo às tentativas de “invasão” de modo mais apropriado. Participando de tudo e não mais se fechando em sua concha longe do convívio e da interação social.

Uma essência que trará para a consciência a exata medida do potencial e da capacidade de interação. Podendo encarar as dificuldades e o jeito de ser de cada um. Ao ficar atento na maneira de como o outro age e interage com o mundo a sua volta criaremos uma forma positiva de se proteger, afinal tendo esta atenção é possível se esquivar dos ‘ataque’´.

Da mesma forma trará à consciência a noção de que esconder-se, fechar-se para todos ou permanecer isolado da vida social, ficando preso dentro de sua concha não é uma das melhores maneiras de viver.

Uma essência que equilibrará os medos e as reais possibilidades de defesa que temos, para vivermos em grupo. Fortalecendo a noção e a habilidade de dar e ter limites; que pode ser física, mental ou psicologicamente, propiciando um harmonioso convívio.

Ainda mais morando em uma das torres do altos apartamentos, que torna a convivência quase que forçada, afinal mesmo com muitos elevadores quase nunca descemos ou subimos sozinhos em um deles.que parecem muito com as “fieiras de criação de mariscos”.

Ansiedade, Medos e Horror

Ansiedade, Medos, e logo depois o Horror!

Assim nos acontece, primeiro surge certa dose de ansiedade, ao cair da tarde, afinal o que ronda em volta na noite escura é a figura do lobo. Logo depois dela, a ansiedade, vem uma boa dose dos medos, afinal lobos sempre são vistos com “maus”. Então o horror de tudo toma conta, sem que percebamos mais, onde um começa e acaba o outro. 

Então vamos ver uma a uma para podermos dissipar confusões. 

Primeiro a Ansiedade, ela nos leva adiante, por ansiar melhorar as coisas é que trabalhos, aceitamos novas incumbências, cargos, posição e daí por diante. Então algo que nos leva à diante, não pode ser de todo ruim. Estar atenta a ela é o que nos salvam de agonizar e não nos leve a “morrer na praia”, por mais bonita que seja ela.

Segundo os Medos, este como um sinal de alerta, um pisca-pisca que nos chama atenção, nos faz olhar atentamente algo que esta na nossa frente. Caso não tenhamos Medo, nossas vidas correriam mais perigo, e desnecessariamente. Pergunte por quê olhamos dos dois lados da rua, antes de atravessá-las? Muitos são nossos medos que nos deixam viver mais e melhor, sem dúvida. 

O Horror, a temeridade que nos leva a beira da loucura. Este me parece sempre uma venda que nos impede de olhar e ver o que realmente pode fazer a diferença. Principalmente nos dias de hoje, dias de COVID19, dias de Pandemia, dias de confinamento.  

Para ver a floresta é preciso olhar além de uma única árvore.

Se não dermos atenção ao todo que esta acontecendo, estaremos fadados ao insucesso; ficaremos sim, presos a uma única coisa, numa visão pequena das coisas.

Olhar para além do muro – para além do isolamento, só assim, poderemos ter uma maior visão deste todo, deste tudo que nos cerca.

O que mais nos acontece além do isolamento social? Tem muita coisa acontecendo em nossas vidas amiúde, no dia a dia, 

Aqui o que acontece é que nossos sentimentos, nossas emoções estão sendo checadaspor exemploentre amor e ódio. Amor à vida! Ódio pelo que me prende em casa! Este mal-estar que nos consome, querer ou não querer;  proteger-se ou arriscar-se. Então surge estas outras questões – Arriscar os meus!? Proteger os meus!? 

O “resto do mundo” bate à nossa porta. Empatia e Compaixão! O que fazer com estas coisas!? Afinal quem vai fazer parte da minha conta?! “Estas coisinhas” incomodam. É verdade os Outros Incomodam! Pensar nos demais é chato mesmo, nossa humanidade ou desumanidade, vem à tona.

Nesta Pandemia ou em outras situações que precisamos pensar no todo; nos demais, aí aparecem as ansiedades, medos, e todos os horrores, pois nos fazem pensar, afinal, qual o meu papel em tudo isso? 

Por isso, descobrir um Culpado, é importante e ele leva tudo! Quando encontramos “o culpado” nossa raiva irá toda para ele. Focar nesta criatura toda nossa fúria nos deixa afastados destas coisas que incomodam. Ao mudarmos o foco, tiramos o olhar das nossas coisas e passamos para o outro ou para os outros, desviamos nosso olhar, tiramos a apreensão em relação ao que vai acontecer como a minha atitude e passo a avaliar a atitude ou comportamento dos demais. 

A pergunta que fica é o que fazer com a ansiedade, medo e horror de se estar vivo. Pois é disso que se trata. Viver é perigoso, atinge direto a nossa ansiedade, o que nos dá medo, e invariavelmente alguns nos colocam em perigo iminente como neste momento que o mundo atravessa, e isso pode nos fazer temer pela nossa vida. 

Aterramento é uma opção. Informação é importante nesta historia toda. Nos ajuda pensar, e verificar os fatos. Assim como conhecer bem o que estamos sentindo. Aprender a pensar e separar o é meu e o que não é, nos deixa pisando em terra firme, conscientes e fortalecidos do que é nosso e do que é dos outros. 

Separar o joio do trigo, o que serve e para que serve, ‘esta ou aquela’ opinião, este ou aquele argumento. Verificar primeiro a fonte, ‘de onde vem e de quem vem’ tais notícias. Para não se deixar levar e  para não enlouquecer. Para Não colocar mais combustível na própria fogueira da ansiedade.

Os Minotauros estão à solta

Todos nós temos um, acredite, isto é um fato.

Faz parte da vida de todos nós afinal somos humanos então ter um Minotauro “para chamar de meu”, é muito natural, mesmo sendo conhecido como o lado sombra, digamos… a nossa sombra! Com tudo que uma “sombra” pode representar.

Vejamos a sombra esta sempre onde existe luz. Se existir luz certamente existirá a sombra. Ela nos acompanha ou por vezes nos persegue como aquilo que perde o brilho, pode ser ainda aquele ou aquilo que se encontra debaixo de alguma coisa. Guardado no subsolo, nos subterrâneos.

Pelo simples horror que é admitir este ladinho sombrio tão nosso; e como ele faz parte de nós nem sempre conseguimos esconde-lo por mais que se tente a ponta do rabo sempre acaba aparecendo. Manter este bicho no lugar dele, é bem difícil, é preciso ter consciência dele e de sua destreza para aparecer sem estarmos preparados para puxar o freio e mandá-lo de volta para casinha, onde precisa ficar.

Vamos ver o que a Mitologia conta a respeito deste bichão.

Rapidamente explicando a origem…

Minotauro é uma figura mitológica, descrita como:- uma criatura com o corpo de homem e cabeça de boi, que se alimentava apenas de carne humana. Que para manter este desastre longe dos olhos da população, o Rei Minos constrói uma prisão, uma torre com inúmeros corredores para aprisioná-lo para sempre. Além de garantir com a mais absoluta certeza de que quem entrasse por estes labirintos, jamais sairia vivo para contar o viu.

Só que… Chegou a hora de destruir o esconderijo e a torre acaba indo ao chão, tanto Minos como o seu filho Minotauro são destruídos e o labirinto jamais foi reconstruído.

Agora vejamos o nosso Minotauro, o de hoje, o de todo dia. Como é que vive, e sobrevive; bom, o que sabemos é que ele existe que sempre esteve conosco, como a sombra que esta sempre junto, mas nem sempre nos damos conta, e é assim que ele acaba por emergir das sombras e por vezes chega a nos assombrar.

O que sabemos é que ter este lado, este Minotauro, é poder lhe dar “modos” a ele, e com consciência mantê-lo dentro da casinha. É como diz a oração, “orai e vigiai”. Como disse, ele sempre esteve conosco, é aquele ladinho que quer tudo do jeito que nós queremos. Nada ou ninguém pode me contrariar ou me desdizer. Só isso já é o suficiente para que saia e destrua algo ou pior ainda alguém.

Tempos difíceis estes que vivemos, há muitos ‘Minotauros’ fora da casinha, fora toca ou bem longe torre. Todos querendo devorar quem quer que seja. Aquele que passou na frente, o que olhou de forma diferente ou mesmo pensa de outro modo, o bicho sai e impiedosamente quer mais é devorá-lo.

Estamos vivendo um momento propício, se prestarmos atenção veremos vários por aí. Estão sempre irritados e bem agressivos, tipo pavio curto, ríspidos e ficam mal-humorados quando algo é dito fora de seu modo de pensar.

Este texto foi escrito de outra forma há alguns anos atrás, porém o estou reeditando por estar vendo tantos Minotauros à solta por aí, estou alarmada. Estão à solta nas redes sociais soltando fogo pelas ventas, armando encrenca em todos os canais de mídia e vídeo, com “lives” e mais “lives” ofensivas; nos “Twitter” vomitam fel por todos os lados.

Precisamos voltar a “pensar mais” antes de falar e / ou agir. Antes de postar, antes de colocar alguma noticia seja pelo Facebook, Instragram ou mesmo dizer na lata impropérios para uma pessoa que esta com uma ideia diferente.

Desta forma a convivência ficará mais fácil e melhor, afinal um pouco mais de docilidade não fará mal a ninguém entre todos.

Podemos aprender ou reaprender a pensar, mudar o foco, poder olhar para todos os lados antes de declarar guerra a tudo e todos, educando cada um o seu Minotauro, evitando este estado belicoso de ser.

Só tomando consciência da existência de nossa sombra poderemos “educa-la” e assim tornar a vida em família, em comunidade, no trabalho ou mesmo no mundo mais leve.

Nestes dias de isolamento estar com as mesmas pessoas dias e dias a fio é preciso repensar o Minotauro de cada um para que todos possam coabitar. E mesmo quem esta absolutamente só também precisa saber conviver com ele, para que não seja devorado.

Como disse… tempos difíceis estes pelos quais estamos passando, mas como diz uma música linda… Vivendo e Aprender a jogar…

NÓS E A MACARRONADA!

Esta figura me veio à cabeça quando pensei escrever sobre nossos laços de família. Várias são as razões, uma delas é claro que é por macarronada ser uma das possibilidades do cardápio de almoço de domingo na casa dos pais.

A outra que mais chama minha atenção é a forma com que o pegador de macarrão junta os fios do macarrão. Quando fechamos o pegador, sempre vem um monte de fios juntos. Um grande emaranhado se forma. Da travessa até chegar a cada prato, formam aqueles rabichos que torna bem difícil não fazer uma verdadeira ‘mixórdia’ na toalha da mesa.

Tanto que em casa se dizia que toalha de mesa para macarronada só se usa uma única vez, pois com certeza alguém sempre deixa pelo menos um fio de macarrão cair sobre ela.

Quando penso em família e familiares esta imagem sempre me vem à mente. Este aglomerado de gente que a família é e como tem sempre algum rabicho que está meio lá meio cá. Saindo ou entrando dela.

Lógico que formamos ‘em família’ aquele quase que intermináveis almoços de domingo, quando a macarronada é posta à mesa e os grandes debates começam a surgir.

Não importa muito qual o assunto que irá rolar, pois sempre aparece um ‘certo’ detalhe no qual toda uma grande assembleia familiar se forma, e a tarde toda se vai, em inúmeras opiniões e ‘disque-disque’ disse me disse que muito dificilmente se resolverá alguma pequena coisa.

Mas sem todo falatório no almoço de domingo enquanto rola a macarronada isso seria deixar a família de fora de tudo que é assunto de família. E aí que graça tem ter família sem ter estas tardes de domingo e os temas mais eletrizantes da nossa vida discutidos entre uma ‘porpeta’ e outra.

Na adolescência e juventude frequentei inúmeras macarronadas em família nós todos, primos e primas, pais, tias e tios sempre entravamos e grandes confusões como a compra de um carro novo, outra viagem, namorados, casamentos, na verdade eram assuntos diversos, porém sempre davam margem para os longos debates durante a macarronada.

Palpites, histórias antigas, porpetas – almôndegas – e macarronada são elementos que dão um bom molho para as tardes de domingo. Para mim macarronada combina com conversas, risos, gargalhadas, discussões e mesmo as eternas implicâncias entre os adoráveis parentes. Tudo pode acontecer durante um almoço destes

Até mesmo uma piada que vinha escrita no papelzinho para não esquecer, e só por isso já era hilário o suficiente para mais e mais gargalhadas., afinal ler passo a passo uma piada entre uma garfada e outra, não tem como não rir.

Comunicação, é em família que começamos a aprender e a perceber a importância das palavras e como é possível mesmo dentro desta confusão aprender sobre empatia e sentimentos, e o mais importante respeito pelo livre pensar de todos.

Tirando o pé do Vale de Lágrimas

Sacolinha de pontos positivos.

Esta ideia foi tirada de uma proposta feita em algum site, TV ou Facebook. A sugestão aqui é para que todo mundo pegue um pequeno bloco para anotações e escreva apenas as coisas positivas que aconteceram naquele dia, mas o mais importante é fazer isso todos os dias.

Cada um pode criar seu jeito para anotar estes dados positivos. Um pote na cozinha, reutilizando uma caixinha de presente, vidro de azeitona, palmito ou mesmo uma sacolinha. E por aí afora, tanto faz onde você irá guardar as anotações o importante é escrevê-las e guardá-las.

Nossa mente pode funcionar de forma muito restrita para as coisas pequenas e boas que nos acontecem todos os dias, por vezes, várias vezes no mesmo dia, porém nem levamos em conta, passam por nós e deixamos ir como uma brisa que sopra e não volta. Assoberbados como somos não guardamos estas pequenas ‘graças’ do dia a dia.

Estou falando de coisinhas pequenas nada memorável como acertar na loteria, esta também, claro; mas dar atenção as coisas corriqueiras, por exemplo, passar longe de congestionamentos, chegar ao ponto de ônibus e justamente o seu ônibus chegar em poucos minutinhos. Estou falando aqui das pequenas alegrias que deixamos de lado como se não fossem importantes.

Vejamos um porque disto. Todos temos um pelo menos um, pezinho ‘pregado’ no vale de lágrimas que é a vida de desencontros e sufocos que nos assolam diariamente. Mentes ocupadas e atarefadas demais para registrar dados positivos, mesmo que pequenos.

Esta ideia vem para colocar mais atenção nessas ‘coisinhas’ e assim trazer para o consciente as situações positivas com mais força, com mais energia e vigor. Isso fortalece nossa própria positividade e crença de que coisas boas podem gerar mais coisas positivas e boas a todo momento.

Tirando nosso pé ou os dois pés deste vale de lágrimas da vida que aprendemos via uma educação judaico-cristã. Esta educação por si não é ruim, o ruim é acreditar nela sem a ter avaliado com o nosso próprio juízo de valores. Por isso esta ideia de escrever o que de bom acontece naquele dia.

A pergunta para que todos pensem e com isso resolvam anotar é : – Será que nada de positivo acontece pelo menos uma vez ao dia? E assim a sacolinha de pontos positivos pode no final do ano nos dar bons frutos. Um retorno que nossa caminhada nestes meses não foi um caos ao verificarmos o saldo total.

Certamente fazer este exercício nos fará amadurecer, aprender sobre ponderação faz parte da vida adulta. Maturidade é a soma constante de todas as experiências vividas dia após dia. Por isso ter consciência de tudo que acontece, positivo ou nem tanto, nos ajudará a fazer esta equação no final do ano ou até mesmo no final de cada noite.

O que poderá nos ajudar a ter uma melhor noite de sono e um novo dia com mais otimismo, por termos certeza de que coisas boas acontecem todos os dias.

Boas anotações a todos!