Blog das Essências
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2020 – O ANO DA MARMOTA!

Pois é, quem assistiu o filme “O dia da Marmota” pode dizer que viu este filme novamente, e durante todo este ano. Se ainda não assistiu – assista!!

Vamos lá, o que é necessário lembrar deste filme, que por sinal gostei muito; é o que fiz com todos os meus dias enquanto a Marmota não saia da sua toca? Bem a ideia é que cada um pense nisto, o que você fez neste ano de reclusão?

Além desta pergunta, outra se faz presente também, o que é que cada um de nós fará até que chegue a sua vez para se encontrar com a Marmota. 

Groundhog muzzle looking out of mink

Afinal, cada um com sua idade terá seu lugar na fila, talvez demore mais para uns do que para outros, tipo:- “pegue sua senha e aguarde na fila”, na mesma interminável fila de quantos milhões de brasileiros que estarão nela aguardando a vez.

Fazendo um exame de consciência sobre como vivemos este ano todo em que a Marmota estava sendo elaborada pelos cientistas do mundo todo; para facilitar é que vale parar e a pensar, no que ainda podemos fazer. Pois vem aí a agonizante espera de sabe-se lá quanto tempo amargaremos na fila da ‘salvadora vacina’, que carinhosamente chamo de Marmota.

O que afinal aprendemos ficando dentro de casa – isolados fisicamente, será melhoramos o isolamento afetivo e emocional que permeava o dia a dia de cada qual? Aparentemente muita gente reclamava que a falta de tempo para ficar com os amados era sempre pouco, tempo diminuto para expressar amor. Mas… na pandemia… muitos puderam ficar juntinhos.

Como foi a expressão deste amor todo que estava represado durante os tempos corridos e sem tempo de outrora? Será que fizemos uso desta afetividade? Expressando tudo que estava por dizer pela falta de tempo?

Quantas vezes tentamos fazer de novo a mesma ‘lição como no filme’ até fazer direitinho, aquilo no que não era tão bom ou não sabia mesmo fazer. Ah… de novo…  se você não assistiu é uma boa pedida. Rimos e rimos sobre a mesmice do dia, que se repete dia a dia, mas a lição passada pelo filme é podemos aprender a ser um novo ser quando resolvemos fazer diferente, ser diferente.  

Ou até mesmo fazer a diferença a cada manhã, sendo assim as coisas podem mudar para melhor enquanto aguardamos ansiosos a saída da Marmota da toca, ou enquanto não chega a nossa vez na fila da vacina. 

 À todos meus votos de muita saúde neste Novo Ano que esta iniciando.  

Novidades para Você!

Temos novidades, é a série Vira-Mundos!

Nós das Essências D’Água estamos em pleno lançamento de uma série de livros infantis e infanto-juvenis contando um pouco de cada um dos elementos que pesquisamos para criar uma nova Essência Vibracional. 

Que é uma linha de medicamentos vibracionais / alternativos, que trazem equilíbrio e bem-estar, restabelecendo a harmonia, seja para o corpo físico ou para clarear a mente e os pensamentos, assim como pode estabilizar o lado emocional e espiritual.  

Estamos com o 1º título já editado, pelo Grupo Editorial Scortecci, que conta a história das Baleias em Abrolhos, que deu origem ao Sistema das Essências Vibracionais D’Água, nos idos de 1999.  

Porém temos alguns outros livros que estão no “prelo”, a saber:- 

  • Dona Arraia  
  • Enzo e o baiacu assustado.
  • A Joaninha viu o Beija-flor

E assim que o ano de 2021 chegar traremos novas histórias contando sobre a vida dos seres do mar e da terra. Seja da água salgada ou da água doce, assim como histórias contando sobre algumas cavernas de cristais ou sobre algumas plantas. 

Teremos histórias de peixinhos minúsculos que habitam rios subterrâneos ou mesmo peixões enormes e dorminhocos como uma espécie de tubarão, o tubarão-lixa; e de outros que são muito nervosos e nadam muito rápido.

Cabe lembrar estas histórias também existem nos livros das Essências D’Água com o caminho que cada uma das essências fez até chegar a fazer parte do Sistema, com as indicações de uso de cada um destes medicamentos alternativos, são três livros e se encontram à venda. 

Fiquem atentos a estas novas possibilidades para ajudar as crianças a perceberem o mundo que herdarão e a olharem para nosso planeta com mais carinho e assim terem mais força para cuidar desta casa “planeta” que é de todos nós.

Casinhas de rua – parte # 2

Coisas boas acontecem, mesmo na pandemia.

Fiz um caminho diferente para fotografar a outra casinha de rua, e quando chego lá o senhor Cleberson, estava com suas madeiras e tábuas, compensados e ferramentas. Usando tudo para refazer um estrado para uma cama de solteiro de uma moça que no final da nossa conversa chegou ali.

Perguntei se podia conversar comigo uns minutos que fossem sem atrapalhar seu trabalho, sobre a casinha dele, e claro a outra casinha. Quando perguntei se alguma ONG o tinha ajudado a fazer ele só riu e me falou:- eu que construo, fiz esta minha e a outra sob encomenda. Mas o cara vendeu para outro. 

Perguntei se podia fotografa-lo com a sua casa, ele logo sentou na porta de sorriu. E olhar dentro dela posso? É sua casa e eu quando escrevi sobre ela, fiz menção que caberia um colchão aí dentro; imediatamente me disse para entrar. Realmente cabe o colchão e um móvel ao lado. Muitas coisas por sinal. Rádio e ventilador estavam lá. Junto com coisas pessoais também. 

É a terceira casa que constrói a primeira queimou quando foi roubado. Perguntei se o amolam por morar ali. Se referiu ao prédio da frente que o perturbam um pouco. Medo tem de ser “machucado” por pessoas ruins – que o mundo esta cheio. 

Vícios? Álcool tentou parar e para por alguns dias, mas depois ele diz pensar – estou sozinho, moro sozinho, quer saber, vou beber. Morador das ruas desde pequeno, e aprendeu de tudo um pouco.  Um pouco de pedreiro e marceneiro e eletricista; por isso construo carrinhos para os outros e recolho muitas coisas que tem um bom uso para fazer várias outras coisas. Foi quando me mostrou a cama que esta consertando.

Quando a moça chegou para saber de alguma  “encomenda” me despedi e perguntei se podia escrever sobre nossa conversa e ajudá-lo com alguma coisa. 

Ferramentas, ele me disse, gosto de ferramentas. Do que precisa? Martelo? Não este eu já tenho. Ok, vou comprar algumas ferramentas e trago para você. Tá bom, mas não precisa. Faço questão, afinal, tomei seu tempo e estava trabalhando em suas coisas.

Casinhas nas ruas – parte #1

 São Paulo e suas pequenas casinhas!

Já faz um tempo que não andamos muito “soltinhos” por aí, sempre com muito cuidado por conta deste vírus, que se nos pega pode ser desastroso.

Mas… finalmente puder caminhar um pouco pela região onde moro, e me deparo com umas casinhas amarradas em postes, numa rua uma, outra rua outra.

Parei para fotografar esta segunda casinha. Um senhor que também caminhava, separa até que eu acbe de tirar as fotos, e claro começamos a conversar sobre o assunto.

Segundo este caminhante do bairro de Pinheiros, existe uma ONG que ajuda ou faz estas casinhas e doa para os moradores de rua. Tem corrente, cadeado e mais corrente para prendê-la aos postes. São de folhas de madeira finas mas muito bem feitas. Na foto da para ver. 

O dono e habitante não estava por lá, para me contar como é que isto funciona. Apenas sua moradia e o carrinho de seu trabalho na coleta de recicláveis, por onde quer que vá.

Uma forma criativa de ficar instalado pela grande cidade. Sem que frio da rua suba pela costa ao se deitar. Longe dos bichos das calçadas que devem perturbar muito que se encontra nesta situação. 

Agora que sei por onde estão estas pequenas moradas, vou tentar encontrar algum dono e propor uma conversa para saber mais e melhor deste arranjo.

Contudo nas praças da cidade existem barracas de camping com famílias inteiras convivendo por lá. Na região do Ceagesp e na Praça Apecatu é um bom exemplo disto, próximo da ponte das Bandeiras também se vê muitas barracas e acampamentos.  

Pelo tamanho que vemos na foto, quando muito deve dar apenas para um colchão se é que o tem ou se é apenas um monte de caixas de papelão forrando o chão da casa. Penso que não deve ter destas tamanho  – “família”, penso que apenas para uma pessoa ou casal.

Assim que fizer contato com algum dono de uma destas casinhas, escrevo mais detalhes sobre o assunto. Até lá prestem atenção pelas ruas de SP para encontrarem as outras tantas que podem estar acorrentadas em algum poste por aí.

NÓS E OS MARISCOS!

Uma estranha comparação? Nem tanto…veja só!

Todos têm ou precisaram ter um lado mexilhão, ou um pouquinho daquela concha dura que tem a divina função de proteger o núcleo macio destes moluscos dos possíveis ataques externos.

Como eles, somos vulneráveis e uma proteção vem a calhar num mundo onde poucos respeitam limites, sejam eles quais forem, e venham de onde vierem.

Não permitir que exagerem na dose é uma questão a ser levada em conta na hora de preservar a integridade do ser. Ou seja, fazer exatamente como o molusco faz resguardar seu lado macio dentro de sua concha! Longe ou apenas fora do alcance dos ataques ferozes de predadores indesejáveis.

E quem são os predadores, os invasores, os destruidores; os moluscos são apetitosos para muitas espécies do mar; o que instintivamente os deixam em constante prontidão. Embora seu movimento de filtragem seja regular, solitário e até monótono no abrir e fechar de sua concha sua percepção de perigo é eficaz, é bastante eficiente, pois pouco se vê mariscos machucados ou pela metade, nas encostas onde é seu habitat natural.

E quem são os nossos predadores? Realmente isso importa? O importante é saber que nós podemos desenvolver estas mesmas habilidades, a dos mariscos ou mexilhões para que não nos destruam ou engulam, talvez até mesmo possamos fazer isso sem ter que partir para agressões, apenas nos mantendo dentro de nosso quadrado, ou melhor, dentro da nossa concha. A mensagem dada por destes moluscos pode bem ser:- limite é bom e eu gosto, e para nós humanos:- respeito é bom e eu gosto!

Aos mais temerosos de contato social, ou mesmo para aquele que desenvolveu certa ‘fobia social’ é uma boa essência vibracional, elaborada pelas Essências D’Água; pois fará com que este temor exagerado nas relações sociais seja revisto, uma vez que irá propor um ajuste em relação ‘aos domínios de seus limites próprios’.

Assim que cada um estiver mais consciente destes limites e de sua capacidade de lutar por eles, colocará de lado esta fobia, e passará a interagir com o meio de forma natural. Agindo e reagindo às tentativas de “invasão” de modo mais apropriado. Participando de tudo e não mais se fechando em sua concha longe do convívio e da interação social.

Uma essência que trará para a consciência a exata medida do potencial e da capacidade de interação. Podendo encarar as dificuldades e o jeito de ser de cada um. Ao ficar atento na maneira de como o outro age e interage com o mundo a sua volta criaremos uma forma positiva de se proteger, afinal tendo esta atenção é possível se esquivar dos ‘ataque’´.

Da mesma forma trará à consciência a noção de que esconder-se, fechar-se para todos ou permanecer isolado da vida social, ficando preso dentro de sua concha não é uma das melhores maneiras de viver.

Uma essência que equilibrará os medos e as reais possibilidades de defesa que temos, para vivermos em grupo. Fortalecendo a noção e a habilidade de dar e ter limites; que pode ser física, mental ou psicologicamente, propiciando um harmonioso convívio.

Ainda mais morando em uma das torres do altos apartamentos, que torna a convivência quase que forçada, afinal mesmo com muitos elevadores quase nunca descemos ou subimos sozinhos em um deles.que parecem muito com as “fieiras de criação de mariscos”.

Os Minotauros estão à solta

Todos nós temos um, acredite, isto é um fato.

Faz parte da vida de todos nós afinal somos humanos então ter um Minotauro “para chamar de meu”, é muito natural, mesmo sendo conhecido como o lado sombra, digamos… a nossa sombra! Com tudo que uma “sombra” pode representar.

Vejamos a sombra esta sempre onde existe luz. Se existir luz certamente existirá a sombra. Ela nos acompanha ou por vezes nos persegue como aquilo que perde o brilho, pode ser ainda aquele ou aquilo que se encontra debaixo de alguma coisa. Guardado no subsolo, nos subterrâneos.

Pelo simples horror que é admitir este ladinho sombrio tão nosso; e como ele faz parte de nós nem sempre conseguimos esconde-lo por mais que se tente a ponta do rabo sempre acaba aparecendo. Manter este bicho no lugar dele, é bem difícil, é preciso ter consciência dele e de sua destreza para aparecer sem estarmos preparados para puxar o freio e mandá-lo de volta para casinha, onde precisa ficar.

Vamos ver o que a Mitologia conta a respeito deste bichão.

Rapidamente explicando a origem…

Minotauro é uma figura mitológica, descrita como:- uma criatura com o corpo de homem e cabeça de boi, que se alimentava apenas de carne humana. Que para manter este desastre longe dos olhos da população, o Rei Minos constrói uma prisão, uma torre com inúmeros corredores para aprisioná-lo para sempre. Além de garantir com a mais absoluta certeza de que quem entrasse por estes labirintos, jamais sairia vivo para contar o viu.

Só que… Chegou a hora de destruir o esconderijo e a torre acaba indo ao chão, tanto Minos como o seu filho Minotauro são destruídos e o labirinto jamais foi reconstruído.

Agora vejamos o nosso Minotauro, o de hoje, o de todo dia. Como é que vive, e sobrevive; bom, o que sabemos é que ele existe que sempre esteve conosco, como a sombra que esta sempre junto, mas nem sempre nos damos conta, e é assim que ele acaba por emergir das sombras e por vezes chega a nos assombrar.

O que sabemos é que ter este lado, este Minotauro, é poder lhe dar “modos” a ele, e com consciência mantê-lo dentro da casinha. É como diz a oração, “orai e vigiai”. Como disse, ele sempre esteve conosco, é aquele ladinho que quer tudo do jeito que nós queremos. Nada ou ninguém pode me contrariar ou me desdizer. Só isso já é o suficiente para que saia e destrua algo ou pior ainda alguém.

Tempos difíceis estes que vivemos, há muitos ‘Minotauros’ fora da casinha, fora toca ou bem longe torre. Todos querendo devorar quem quer que seja. Aquele que passou na frente, o que olhou de forma diferente ou mesmo pensa de outro modo, o bicho sai e impiedosamente quer mais é devorá-lo.

Estamos vivendo um momento propício, se prestarmos atenção veremos vários por aí. Estão sempre irritados e bem agressivos, tipo pavio curto, ríspidos e ficam mal-humorados quando algo é dito fora de seu modo de pensar.

Este texto foi escrito de outra forma há alguns anos atrás, porém o estou reeditando por estar vendo tantos Minotauros à solta por aí, estou alarmada. Estão à solta nas redes sociais soltando fogo pelas ventas, armando encrenca em todos os canais de mídia e vídeo, com “lives” e mais “lives” ofensivas; nos “Twitter” vomitam fel por todos os lados.

Precisamos voltar a “pensar mais” antes de falar e / ou agir. Antes de postar, antes de colocar alguma noticia seja pelo Facebook, Instragram ou mesmo dizer na lata impropérios para uma pessoa que esta com uma ideia diferente.

Desta forma a convivência ficará mais fácil e melhor, afinal um pouco mais de docilidade não fará mal a ninguém entre todos.

Podemos aprender ou reaprender a pensar, mudar o foco, poder olhar para todos os lados antes de declarar guerra a tudo e todos, educando cada um o seu Minotauro, evitando este estado belicoso de ser.

Só tomando consciência da existência de nossa sombra poderemos “educa-la” e assim tornar a vida em família, em comunidade, no trabalho ou mesmo no mundo mais leve.

Nestes dias de isolamento estar com as mesmas pessoas dias e dias a fio é preciso repensar o Minotauro de cada um para que todos possam coabitar. E mesmo quem esta absolutamente só também precisa saber conviver com ele, para que não seja devorado.

Como disse… tempos difíceis estes pelos quais estamos passando, mas como diz uma música linda… Vivendo e Aprender a jogar…

SERENIDADE – esta é a palavra chave para o momento.

Cassia Marina Moreira

Como muita gente, tenho trabalhado de casa, fazendo atendimentos via Skype e ou video/conferência  E o que tenho percebido é bem por aqui… dai este texto sobre a necessidade do momento …de manter a mente quieta a espinha ereta e coração tranquilo…

SERENIDADE em tempos de crise –

Em finais de semana ou mesmo férias prolongas é moleza, mas agora a dinâmica é bem outra. Quarentena… acaba sendo um grande dificuldade.

Horas e horas, dias e dias e muito possivelmente meses e meses dentro de casa para evitarmos um inimigo “quase” invisível. Que esta a solta perambulando pelas ruas, pior pelo ar, tudo se tornou uma ameaça que nos faz temer pela própria vida e pela vida dos nossos mais chegados.

Maçanetas e botões de elevador se tornaram no mínimo preocupantes, e na volta pelo sim pelo não empurre o que puder com o cotovelo. Lave mãos, antebraços e rosto, para assim se certificar que seu nariz ficou limpo novamente de possíveis elementos que respirou por aí.

Um novo ritual até mesmo para esticar um pouco as pernas e manter a casa limpa é descer até a garagem para levar o lixo da casa numa lixeira e o lixo reciclável na lixeira própria dele. Também para quem como eu, sai de casa e ficar dando voltas e mais voltas pela área livre do prédio.

Claro que tudo muda, quando vem alguém no sentido contrário. Aí é bem engraçado o:- “olá você vizinho” meio de lado, meio de “fianco”, de viés para deixar o vento carregar qualquer vírus bem para lá, bem para longe.

Entre os familiares há até mesmo disputa para ir fazer alguma coisa, mesmo que seja levar o cãozinho para uma “mini volta lá na calçada”. Quando nas semanas anteriores a encrenca era para coisas do tipo:- “hoje é seu dia ou agora é a sua vez”, ou ainda quando o disse-me-disse era só “pelo poder do controle remoto”.

Então, manter a rotina de vida é bem necessário para a cuca não pirar de vez. Horário para levantar, fazer café, trabalhar um pouco no Home Office, manter a parada para fazer almoço, descobrir de quem é a vez de arrumar a cozinha, voltar ao Home Office. E assim por diante. Manter certo ritual acabará sendo benéfico a todos nós.

Rotina nos trás segurança, serenidade, e manter a rotina é trabalhar diretamente na nossa “Força de Vontade” que precisa nestes dias de crise ser mais forte e poderosa do que nossas frustrações; estas que todo momento sentimos ao olhar para frente, como não sair de casa, esta talvez a mais difícil.

Serenidade e Ternura trarão a força necessária para enfrentarmos a crise externa, e a crise interna – talvez a mais difícil. Nossa vontade fraca produz avanços à geladeira de hora e hora, discussões a todo o momento; a preguiça, por exemplo, pode vir a ser um inimigo bastante poderoso, por isso a rotina é bem-vinda, afasta esta possibilidade.

A Organização Externa, nos ajuda a manter a Organização Interna, assim com ter um propósito, uma proposta que o mantenha ocupado. Ler um livro ou reler um bom livro que leu há anos atrás. Vou começar a reler “Cem anos de solidão” um grande romance e desafio, principalmente neste momento.

Ouvi no rádio que para familiares em confinamento Jogos de Tabuleiro, podem ajudar a convivência, assim não ficarão cada um em seu celular ou tablete individualizados. Mas reunidos com o propósito de juntos passarem o tempo de isolamento.

Com serenidade conseguimos lidar com a ansiedade que traz medo além da horrível sensação de impotência que fatalmente derrubará a autoestima; quando nos indispomos conosco não é nada bom. Esta insatisfação pessoal trará uma frustração por descobrir que não somos super-homens ou a mulher maravilha, isso pode desencadear muitos TOC´s. comer sem parar, limpar a casa, maçanetas, interruptores de luz, a cada quinze minutos.

O truque é não deixar que pensamentos automáticos permaneçam e nos enlouqueçam, para parar este automatismo mental assustador, é preciso prestar atenção no que se esta pensando e onde este pensamento esta nos levando.

Só a consciência é capaz fortalecer a nossa vontade e afastar frustrações e o medo decorrente desta crise. Um dia de cada vez, é a proposta para se firmar no aqui e agora; pensar que esta “inação” pode durar semanas vai se tornar um problema ainda maior. Viver um dia de cada vez facilitará presença de serenidade para o ambiente em que nos encontramos.

Tudo pode acontecer até mesmo sairmos desta quarentena bem mais fortalecidos e quem mudamos algumas coisas em nos mesmos para melhor.

A fé nossa de todo dia

Muitas são as religiões, mas me parece que a Fé é uma só, não importa onde, quando ou quem. Basta ver a quantidade de igrejas, templos evangélicos, centros de umbanda, candomblé, núcleos de oração, santinhas que passam semana a semana nas casas de pessoas comuns para reunir gente de fé, dispostas a rezar.

Cada qual certamente com suas próprias intenções, gratidão ou pedidos ainda não alcançados. Porém todos unidos pela fé em algum tipo de oração, cântico, terço rezado em voz alta, braços abertos ou outra expressão de fé.

Não é diferente em outras tantas partes do mundo, ou mesmo no mundo todo. Cada um com seu jeito próprio de se ligar ao “alto”, ao mais “alto”. A devoção no fundo é o que conta mais, a forma penso que pouco ou nada importa.

Em todo lugar podemos ver as manifestações da fé. Desde as mais simples até as mais / mais, as com ponderação e as sem sentido para alguns e com total sentido para tantos outros que foram “criados” dentro da mesma religião, da mesma seita ou fé.

Esta foto é do Mercado das Flores, em Bangkok / Tailândia, bem pequeno perto do CEAGESP que nas sextas-feiras quando é invadido de flores e plantas “mil”. O que chama atenção no Mercado das flores é que todo dia é dia de flor! E que flor será a do dia? Ah… isso cada qual escolhe. Porque em cada uma das barracas do mercado tem gente desde muito cedo recebendo as flores e preparando os enfeites com os quais se podem enfeitar os altares.

Cada um tem sua cor de preferência ou a cor que é própria daquela divindade em questão, mas com certeza tem pelo menos uma flor que agrada mais. É amarela, mas bem forte, diria que quase laranja e parece muito com o nosso crisântemo, e neste mesmo Mercado é preparado alguns tipos de cordões e colares para se colocar em algum lugar destes altares. Até aí muito normal, altar com flores nós também temos em qualquer uma das inúmeras igrejas e nas nossas catedrais católicas, nos congas dos santos também tem flores sempre.

O mais gostoso de ver são os pequenos altares que estão por toda parte na frente qualquer casa, hotel, restaurantes e muitas vezes nos cruzamentos das ruas. A fé se manifesta através não só das flores como também de pequenas oferendas deixadas nos altares. Às vezes são copos de suco ou refrigerante, pequenos pacotinhos que penso ser algum tipo de comida ou docinhos.

A forma com que os tailandeses se relacionam com os deuses é que é muito diferente e bacana conhecer e às vezes até se permitir participar, aceitando as pulseirinhas de barbante trançado que os monges que estão nos templos aos pés das grandes imagens de Buda amararam em nossos pulsos nos abençoando enquanto isso.

Não se pode dizer que esta ou aquela religião é melhor que a outra, todas estão escritas em papéis onde o primeiro dirigente escreveu os conceitos que pensou para a sua religião como sendo os melhores. Cada qual escreveu a sua. Aqui cabe pensar que como seres humanos, somos todos falíveis e nem tudo que pensamos e escrevemos como “regras” a serem seguidas pelos outros é bacana. Agora, a fé esta com certeza, vem de cada coração, da mesma forma como cada um fala com Deus ou se relaciona com Ele é particular, assim como a demonstração desta fé, ela é de cada um, de cada povo e cada terra. Talvez seja a fé que na verdade nos dá suporte, bem mais que as regras que escreverem em cada uma das religiões.

Em outro lugar, em outra viagem, vi muito no para-brisa dos táxis esta mesma expressão de fé, sempre um agrado aos deuses são minúsculos ramalhetes de flores, todos ‘costurados’ formando uma corrente, colocada com primor em algum lugar de destaque no capô do carro próximo do vidro. A devoção é a fé justas nas homenagens prestadas diariamente, com singeleza e simplicidade, para que o dia e seu trabalho sejam bons.

Aqui vejo esta demonstração nos lugares próprios para nossa fé ser demonstrada nos ‘velários’ das igrejas católicas ou nos cemitérios, todos com os sinais desta mesma expressão, só que através das velas que os fiéis acedem. Novamente digo cada qual com seus motivos, cada um com seu pedido em particular, não importa o que vale mesmo, é a fé depositada ali.

“Família é como ‘varíola’, se tem na infância, fica marcado pelo resto da vida.”

         o sei quando J.P. Sartre escreveu ou disse isso. Mas com certeza família é um caso sério há se pensar sempre. Enquanto somos crianças e adolescentes, ainda parece pior este caso, e quase impossível levar adiante, de ultrapassar a fase.
São tantas as raivas de um para o outro, 
e o tempo que se arrasta parecendo não querer andar nem mesmo um pouquinho mais depressa para nos levar direto até as portas da liberdade, ou seja, a porta da rua!
Mas quando alçamos voo afinal, uma das primeiras coisas que providenciamos é formação de nossa própria família. O que se passa conosco, afinal?!

Com o tempo e principalmente com a distância dos ‘horrores daquela época as idéias vão entrando no eixo. E é bom lembrar que não foi para todo mundo que a família representou uma bomba que explodia a toda semana. Mesmo enquanto estavam crescendo nelas.                   

 O que muda é nossa visão de mundo, e a possibilidade de não estar mais submetido àquelas normas “terríveis” de então. Crescemos e ganhamos o mundo. E como recompensa cada qual poderá formar um novo núcleo familiar com outras ou com as próprias regras se for o caso.

 Nada como a maturidade, para clarear um pouco o papel de cada pessoa nas relações. Tornar-se pai ou mãe então…nem se fala!

Finalmente esta troca de papeis pode ajudar a refazer as mazelas criadas pela educação familiar. Estar do outro lado, vivenciando o outro lugar de autoridade e de responsabilidade muda tudo.
            E o melhor é que podemos fazer diferente se quisermos!
Ou simplesmente repetir e fazer
… “Como nossos pais”… Uma música que quando prestamos atenção a ela faz diferença! Para que não sejamos os mesmos e vivamos como nossos pais. Isso mesmo, aqueles que não nos compreendiam e nós não conseguíamos entender nada a respeito deles tão pouco!

Elis Regina cantou muito esta música e eu cantei muito junto com ela, talvez com um medo enorme de crescer e repetir a dose. Não foi o que aconteceu e não é o que vai acontecer com outras pessoas quando adultos, enquanto adolescente o que queremos é contestar as regras, sem muita ideia do que temos em mãos para colocar no lugar.

Assim as marcas que as famílias nos deixam podem ser revistas, entendidas e até amenizadas com a compreensão que adquirimos refletindo sobre os papeis de cada um dentro do circulo familiar.
O que acontece depois é que se compreendermos – não os nossos pais- mas o papel de cada um, inclusive dos filhos, poderemos compreender uma gama ainda maior de confusões e desafetos que o núcleo familiar gera. Sem, contudo dar origem a maiores desavenças e dores que marcam a ferro e fogo a alma dos que vem a seguir.

Uma formulação das Essências D´Água que irá ajudar a trabalhar estes aspectos familiares e papeis sociais, é:- MATURIDADE – só para citar: um de seus componentes auxilia no despertar da compreensão e sabedoria interna, outro se propõe a facilitar a troca de calor entre as pessoas, e ainda há um que favorece o entendimento e a alegria no exercício do papel de ser um educador; entre outras.
Contudo vale lembrar que essências vibracionais, 
não substituem o trabalho. Com certeza lá irá auxiliar a rever estas marcas profundas, e os estragos, e assim, possibilitar viver com as cicatrizes sem tantos prejuízos.

FINADOS – Dia dos Finados! Dia dos Mortos!

 É o dia celebrado pelo catolicismo em 2 de Novembro, para se homenagear as pessoas falecidas os fiéis mortos.

Podemos olhar por vários ângulos a “sofrência” que se instala perante a morte dos nossos entes queridos. A começar pela forma familiar em que somos criados vendo o desenrolar destas situações dentro de nossa própria vidinha em família desde pequenos. Pelo simples fato de vivenciarmos os “dramas ou não” que os parentes fazem quando ocorrem os falecimentos no núcleo doméstico durante a nossa formação.

Quanto mais difícil for o sofrimento e longa a elaboração do luto neste núcleo familiar mais pesaroso será para as crianças também. Pela literatura e nas cinematecas podemos ver melhor como o luto era ‘tratado’ nos anais da história, pesados vestidos negros, casas sem luz e quase sem vida também, filhos que deixavam de frequentar bailes e outras festividades e assim por diante. Um pesar cheio de dor interna e externamente mostrado.


Isto fazia parte da cultura ou das culturas, cada uma das sociedades tem seu jeito e modo de encarar a morte e como enfrentar a ausência daquele que partiu.

Partilhamos e fomos deixando esses “modos” de sofrência para lá, talvez a vida agitada foi nos dando outras formas de cultuarmos nossas dores e ausências de outras formas. São poucos que ainda frequentam os cemitérios com certa regularidade. E mesmo nas datas mais marcantes tenho visto muitos túmulos sem aquele preparo que antigamente se faziam.

Semanas antes de finados por exemplo, havia certo ‘frenesi’ para saber quem ou se era preciso lavar ou pintar ou ainda dar uma ajeitada no túmulo, hoje com os PAX da vida, e da morte, melhor dizendo; que são os cemitérios gramados este hábito familiar acabou ou quase. Talvez ainda levem flores, ou cheguem até lá para lustrar as pequenas plaquinhas com o nome do finado.

Assim como levar ao cemitério bebidas e alimentação, música, como também se fantasiar para a data de finados, e ir até os túmulos e fazer verdadeiras refeições festivas como é no México e que se tornou parte de alguns roteiros turísticos deste país. Desde o aeroporto da capital – Cidade do México existem restaurantes, muitos, com “esta pegada”, o que atrai o cliente para tirar as fotos e selfies com as caveiras todas enfeitadas e festivas e o turista acaba ficando.

O certo é que de um jeito ou de outro com túmulos, cemitérios gramados, urnas com as cinzas dos que foram cremados, sempre teremos nossos mortos em algum lugar físico ou no coração para chorar e lembrar.

“Alguém tem de morrer para valorizarmos a vida”!

Colocaria um sinal de interrogação, mas como ouvi isso em algum lugar, e não sei onde e nem ao menos quem foi que disse. Mas tenho certeza que não podemos pensar e agir desta maneira em relação à vida. Valorizar a vida contudo é uma opção, e, cada um precisa parar, pensar e escolher o que irá valorizar na sua vida. Todos temos liberdade para isso.

O que importa na vida e para a vida de cada um, é uma escolha sempre; como qualquer outra coisa que nos fala tão de perto, afinal saúde é um apanhado de itens não apenas físico mas também emocional, mental, assim como espiritual. Por conta disso, cada opção que fazemos tem que ser feita antes de tudo, com muita consciência.