Blog das Essências
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A CRUZ DE HOJE, QUEM CARREGA?

Estamos na quaresma, quase finalzinho dela, me lembrei de um texto antigo de quase vinte anos atrás, mas tenho visto tanta gente chateada, cansada, com o tempo que estamos carregando esta cruz da pandemia que me lembre desta figura e da história que cerca este personagem e resolvi rever e reeditá-lo. Vamos lá… falando em carregar a cruz… 

Simão de Cirene, pouco ou nada ilustre, na verdade um desconhecido, que como muitos outros, estava bem ali, em meio a multidão para assistir a passagem de Jesus em sua “via Crucis” até o Gólgota, o pouco que se escreveu sobre ele nas escrituras diz apenas que era mais um, em meio à multidão de curiosos que juntos formavam um corredor por todo o percurso em que o homem a ser crucificado passava. 

Mais nada! Este Simão nascido em Cirene pode-se dizer que o foi para Jesus, o homem certo, na hora certa. Mas para si mesmo talvez não se pode dizer o mesmo.

Simão, não era apóstolo, nem ao menos frequentava as reuniões secretas para discutir a nova “ordem religiosa”. Nada, nada! Pouco se sabe deste “homem comum” que teve um papel tão importante na história do calvário. 

Um simples camponês, talvez agricultor, que estava de passagem pela cidade, com os dois filhos, e que junto com tantos outros se espremia em uma das ruelas junto ao cordão de pessoas que nelas formavam o corredor humano para ver o Rei dos Reis passar rumo à crucificação. 

Apenas estava lá em meio ao povo ávido para ver algum tipo de acontecimento bombástico como a crucificação de um ser que diziam abalaria as estruturas do império de Roma tal seu poder na terra se vivo continuasse.

     Só por isso coube-lhe ajudar a carregar a cruz de Jesus, quando este estava em situação tão alarmante de dor, sofrimento e cansaço que o centurião responsável achou por bem, escolher alguém na multidão de curiosos um que pudesse carregar a cruz por um trecho do caminho enquanto o condenado, digamos, tomava um fôlego.

Lá estava ele, um entre tantos, apontado quase sem sequer para assumir a cruz do outro por um tempo. Afinal naquela altura dos acontecimentos com tantos ferimentos infligidos ao condenado e com as quedas já sofridas no trajeto o centurião responsável para acompanhá-lo, temeu que o nazareno não chegasse com vida até onde deveria. Com medo que isto pudesse significar sua própria crucificação, rapidamente chamou alguém para assumir o posto, para ceder suas costas, para carregar a cruz. 

Na verdade contei um pouco desta história, para fazer pensar sobre uma  coisa  importante da vida, que nem sempre nos damos conta quantos Simão’s já estiveram ao nosso lado nos dando ajuda e nem notamos?

  Quantas pessoas ‘ao acaso’ estavam lá para ajudar em pequenas coisas e nas pequenas causas… que nem nos damos conta na hora, mas que se colocaram no papel de Simão – e desta vez sem a voz de comando de um centurião responsável, simplesmente um outro ser humano disposto e disponível a prestar auxilio a outro que carrega mais peso que suas costas parecem aguentar? 

    Em tempos tão difíceis como este de COVID19,  talvez tenhamos estado com muitos vizinhos solidários, entregadores de pequenos mercadinhos, padarias, quitandas que nos auxiliaram a ficar em casa, cuidando de nossa saúde mais frágil, eles foram Simão’s para nós, e nós podemos ser para alguém? Quantas vezes você já pensou em ser Simão para alguém que você vê precisando de ajuda?  

O que vale observar pela vida é o número do Simão’s que estão por aí bem ao nosso lado, e que muito provavelmente também podemos ser esta mão amiga, este olhar carinhoso, o sorriso ‘luminoso’ mesmo por trás das máscaras nesta longa pandemia que assola todo o planeta. Podemos pensar que nestes tempos de dor, de luto, exercer este papel, seja tão somente dar o exemplo, ficando em casa, usando máscara, ou mesmo não alimentando irracionalidades. 

Mesmo cansados, é preciso acatar, escolher pensar sobre o que a ciência e a experiência nos dizem claramente, o distanciamento social, o uso de máscara, o ato simples de lavar as mãos ou usar álcool gel, são os grandes aliados e dar o exemplo é reforçar a possibilidade de preservar vidas.    

2020 – O ANO DA MARMOTA!

Pois é, quem assistiu o filme “O dia da Marmota” pode dizer que viu este filme novamente, e durante todo este ano. Se ainda não assistiu – assista!!

Vamos lá, o que é necessário lembrar deste filme, que por sinal gostei muito; é o que fiz com todos os meus dias enquanto a Marmota não saia da sua toca? Bem a ideia é que cada um pense nisto, o que você fez neste ano de reclusão?

Além desta pergunta, outra se faz presente também, o que é que cada um de nós fará até que chegue a sua vez para se encontrar com a Marmota. 

Groundhog muzzle looking out of mink

Afinal, cada um com sua idade terá seu lugar na fila, talvez demore mais para uns do que para outros, tipo:- “pegue sua senha e aguarde na fila”, na mesma interminável fila de quantos milhões de brasileiros que estarão nela aguardando a vez.

Fazendo um exame de consciência sobre como vivemos este ano todo em que a Marmota estava sendo elaborada pelos cientistas do mundo todo; para facilitar é que vale parar e a pensar, no que ainda podemos fazer. Pois vem aí a agonizante espera de sabe-se lá quanto tempo amargaremos na fila da ‘salvadora vacina’, que carinhosamente chamo de Marmota.

O que afinal aprendemos ficando dentro de casa – isolados fisicamente, será melhoramos o isolamento afetivo e emocional que permeava o dia a dia de cada qual? Aparentemente muita gente reclamava que a falta de tempo para ficar com os amados era sempre pouco, tempo diminuto para expressar amor. Mas… na pandemia… muitos puderam ficar juntinhos.

Como foi a expressão deste amor todo que estava represado durante os tempos corridos e sem tempo de outrora? Será que fizemos uso desta afetividade? Expressando tudo que estava por dizer pela falta de tempo?

Quantas vezes tentamos fazer de novo a mesma ‘lição como no filme’ até fazer direitinho, aquilo no que não era tão bom ou não sabia mesmo fazer. Ah… de novo…  se você não assistiu é uma boa pedida. Rimos e rimos sobre a mesmice do dia, que se repete dia a dia, mas a lição passada pelo filme é podemos aprender a ser um novo ser quando resolvemos fazer diferente, ser diferente.  

Ou até mesmo fazer a diferença a cada manhã, sendo assim as coisas podem mudar para melhor enquanto aguardamos ansiosos a saída da Marmota da toca, ou enquanto não chega a nossa vez na fila da vacina. 

 À todos meus votos de muita saúde neste Novo Ano que esta iniciando.  

NÓS E OS MARISCOS!

Uma estranha comparação? Nem tanto…veja só!

Todos têm ou precisaram ter um lado mexilhão, ou um pouquinho daquela concha dura que tem a divina função de proteger o núcleo macio destes moluscos dos possíveis ataques externos.

Como eles, somos vulneráveis e uma proteção vem a calhar num mundo onde poucos respeitam limites, sejam eles quais forem, e venham de onde vierem.

Não permitir que exagerem na dose é uma questão a ser levada em conta na hora de preservar a integridade do ser. Ou seja, fazer exatamente como o molusco faz resguardar seu lado macio dentro de sua concha! Longe ou apenas fora do alcance dos ataques ferozes de predadores indesejáveis.

E quem são os predadores, os invasores, os destruidores; os moluscos são apetitosos para muitas espécies do mar; o que instintivamente os deixam em constante prontidão. Embora seu movimento de filtragem seja regular, solitário e até monótono no abrir e fechar de sua concha sua percepção de perigo é eficaz, é bastante eficiente, pois pouco se vê mariscos machucados ou pela metade, nas encostas onde é seu habitat natural.

E quem são os nossos predadores? Realmente isso importa? O importante é saber que nós podemos desenvolver estas mesmas habilidades, a dos mariscos ou mexilhões para que não nos destruam ou engulam, talvez até mesmo possamos fazer isso sem ter que partir para agressões, apenas nos mantendo dentro de nosso quadrado, ou melhor, dentro da nossa concha. A mensagem dada por destes moluscos pode bem ser:- limite é bom e eu gosto, e para nós humanos:- respeito é bom e eu gosto!

Aos mais temerosos de contato social, ou mesmo para aquele que desenvolveu certa ‘fobia social’ é uma boa essência vibracional, elaborada pelas Essências D’Água; pois fará com que este temor exagerado nas relações sociais seja revisto, uma vez que irá propor um ajuste em relação ‘aos domínios de seus limites próprios’.

Assim que cada um estiver mais consciente destes limites e de sua capacidade de lutar por eles, colocará de lado esta fobia, e passará a interagir com o meio de forma natural. Agindo e reagindo às tentativas de “invasão” de modo mais apropriado. Participando de tudo e não mais se fechando em sua concha longe do convívio e da interação social.

Uma essência que trará para a consciência a exata medida do potencial e da capacidade de interação. Podendo encarar as dificuldades e o jeito de ser de cada um. Ao ficar atento na maneira de como o outro age e interage com o mundo a sua volta criaremos uma forma positiva de se proteger, afinal tendo esta atenção é possível se esquivar dos ‘ataque’´.

Da mesma forma trará à consciência a noção de que esconder-se, fechar-se para todos ou permanecer isolado da vida social, ficando preso dentro de sua concha não é uma das melhores maneiras de viver.

Uma essência que equilibrará os medos e as reais possibilidades de defesa que temos, para vivermos em grupo. Fortalecendo a noção e a habilidade de dar e ter limites; que pode ser física, mental ou psicologicamente, propiciando um harmonioso convívio.

Ainda mais morando em uma das torres do altos apartamentos, que torna a convivência quase que forçada, afinal mesmo com muitos elevadores quase nunca descemos ou subimos sozinhos em um deles.que parecem muito com as “fieiras de criação de mariscos”.

Para lá de Difícil

É assim que tenho sentido a situação da pandemia. Antes fosse só um resfriado, aquele que passa em um dia, ou nos deixa na cama, por um único final de semana, e vai embora.

Pois é, não é tão simples assim! Simplesmente chegou e pelo que parece para ficar por um tempo que não conseguimos dizer exatamente quando será o final.

O que sabemos com certeza é que o tal Corona Vírus esta por aí fazendo um estrago danado. Quem dá mole para o vírus, acaba no mínimo encrencado. Não temos remédios eficazes para uma cura. Muitos são tentados quando se esta numa cama de um dos hospitais. 

Só o que os médicos podem fazer é apenas testarem todos os medicamentos que existem ou estejam ao alcancem das mãos e em altas doses. Mesmo assim o risco do paciente é sempre grande.

O que resolve ficar em casa de quarentena de molho, no isolado em casa. A explicação da OMS (organização mundial de saúde), e de nossos médicos na verdade não ficamos em casa só para “fugir” do vírus, mas para que nem todo mundo fique doente e corra para os hospitais ao mesmo tempo, lotando as UTI’s que nunca terão leitos suficientes para toda população. 

Estamos todos em risco, e talvez todos peguemos o CONVID19 mais dia, menos dia, é só olharmos o número crescente de pessoas internadas e correndo risco.

Muitos estão saindo das internações sejam elas longas ou curtas, mas quando recebem alta se sentem bem pela saúde recuperada e felizes por estarem finalmente entre os seus em sua própria casa outra vez.

A nós cabe cuidar daquilo que esta em nossas mãos, o que esta ao nosso alcance. Primeiro fazemos o necessário, depois disso estaremos fazendo o possível e quando menos esperamos estaremos fazendo o impossível; São Francisco dizia isto para seus seguidores quando estavamnervosos e desacreditando na previdência divina.

Talvez a paciência seja este salto no escuro, o salto da fé que estamos precisando dar neste momento, para enfrentar o pavor da doença e chatice de ficar dias e mais dias em isolamento social.

Na certa são tempos difíceis!

Na certa precisamos aprender algo com tudo isso. “Para o mundo que eu quero descer”; esquece já passamos do ponto. Só se pode descer quanto tudo isso acabar.
Na certa precisamos ter algo assimilar depois de tanto isolamento juntos, outros separamos, outros em paz, e muitos envolvidos em pequenas / grandes guerras particulares.
Na certa precisamos entender mais profundamente no que nos metemos momentos antes desta história toda começar. Tão esquecidos do que realmente é importante no dia a dia.
Na certa precisamos rever todas as relações com o todo. Começando por nós mesmos, caso esteja difícil de fazer companhia a si mesmo, talvez seja porque esta faltando mais de você em você mesmo, o que certamente deixa tudo bem pior para encarar o #fiqueemcasa. Afinal, o #fiquecomvocê pode ser devastador.
Na certa precisamos evoluir em alguma coisa ou coisas. Para tal é preciso repensar muito daquilo que somos. O que nem sempre é fácil. É mais ou menos como limpar armários. Se não olhar atentamente para cada peça de roupa e pensar o quanto ela ainda o representa, não poderá tirá-la de lá.
Na certa precisamos filtrar o que escolher daqui para frente do tudo que somos, e isso é terrível; cada escolha vem com um acompanhamento que não se pode dispensar.
 Na certa precisamos usufruir de uma forma diferente a liberdade quando esta “joia estiver novamente disponível”, num futuro breve. Refazer os caminhos tão simples como o poder que nos é garantido pela vida simples, aquele de ir e vir, sem restrições.
Na certa precisamos viver com mais consciência do todo, começando por si mesmo, passando por cada um dos outros que estão próximos, para tal precisamos de reavivar a empatia, a tanto tempo esquecida, quanto mais empatia
usamos, melhores podemos ser.
Na certa precisamos resgatar aqui / agora algumas coisas importantes que com o passar “dos tempos ou das vidas” fomos deixando pelo caminho.
Na certa precisamos repensar quem e o que vamos nos tornar quando sairmos novamente para a convivência diária com o planeta, com o próximo e consigo mesmo. Tempo para pensar estamos todos tendo.
Na certa precisamos acreditar que menos podemos sair deste distanciamento social mais conscientes, e quem sabe até mesmo mais felizes

Os Minotauros estão à solta

Todos nós temos um, acredite, isto é um fato.

Faz parte da vida de todos nós afinal somos humanos então ter um Minotauro “para chamar de meu”, é muito natural, mesmo sendo conhecido como o lado sombra, digamos… a nossa sombra! Com tudo que uma “sombra” pode representar.

Vejamos a sombra esta sempre onde existe luz. Se existir luz certamente existirá a sombra. Ela nos acompanha ou por vezes nos persegue como aquilo que perde o brilho, pode ser ainda aquele ou aquilo que se encontra debaixo de alguma coisa. Guardado no subsolo, nos subterrâneos.

Pelo simples horror que é admitir este ladinho sombrio tão nosso; e como ele faz parte de nós nem sempre conseguimos esconde-lo por mais que se tente a ponta do rabo sempre acaba aparecendo. Manter este bicho no lugar dele, é bem difícil, é preciso ter consciência dele e de sua destreza para aparecer sem estarmos preparados para puxar o freio e mandá-lo de volta para casinha, onde precisa ficar.

Vamos ver o que a Mitologia conta a respeito deste bichão.

Rapidamente explicando a origem…

Minotauro é uma figura mitológica, descrita como:- uma criatura com o corpo de homem e cabeça de boi, que se alimentava apenas de carne humana. Que para manter este desastre longe dos olhos da população, o Rei Minos constrói uma prisão, uma torre com inúmeros corredores para aprisioná-lo para sempre. Além de garantir com a mais absoluta certeza de que quem entrasse por estes labirintos, jamais sairia vivo para contar o viu.

Só que… Chegou a hora de destruir o esconderijo e a torre acaba indo ao chão, tanto Minos como o seu filho Minotauro são destruídos e o labirinto jamais foi reconstruído.

Agora vejamos o nosso Minotauro, o de hoje, o de todo dia. Como é que vive, e sobrevive; bom, o que sabemos é que ele existe que sempre esteve conosco, como a sombra que esta sempre junto, mas nem sempre nos damos conta, e é assim que ele acaba por emergir das sombras e por vezes chega a nos assombrar.

O que sabemos é que ter este lado, este Minotauro, é poder lhe dar “modos” a ele, e com consciência mantê-lo dentro da casinha. É como diz a oração, “orai e vigiai”. Como disse, ele sempre esteve conosco, é aquele ladinho que quer tudo do jeito que nós queremos. Nada ou ninguém pode me contrariar ou me desdizer. Só isso já é o suficiente para que saia e destrua algo ou pior ainda alguém.

Tempos difíceis estes que vivemos, há muitos ‘Minotauros’ fora da casinha, fora toca ou bem longe torre. Todos querendo devorar quem quer que seja. Aquele que passou na frente, o que olhou de forma diferente ou mesmo pensa de outro modo, o bicho sai e impiedosamente quer mais é devorá-lo.

Estamos vivendo um momento propício, se prestarmos atenção veremos vários por aí. Estão sempre irritados e bem agressivos, tipo pavio curto, ríspidos e ficam mal-humorados quando algo é dito fora de seu modo de pensar.

Este texto foi escrito de outra forma há alguns anos atrás, porém o estou reeditando por estar vendo tantos Minotauros à solta por aí, estou alarmada. Estão à solta nas redes sociais soltando fogo pelas ventas, armando encrenca em todos os canais de mídia e vídeo, com “lives” e mais “lives” ofensivas; nos “Twitter” vomitam fel por todos os lados.

Precisamos voltar a “pensar mais” antes de falar e / ou agir. Antes de postar, antes de colocar alguma noticia seja pelo Facebook, Instragram ou mesmo dizer na lata impropérios para uma pessoa que esta com uma ideia diferente.

Desta forma a convivência ficará mais fácil e melhor, afinal um pouco mais de docilidade não fará mal a ninguém entre todos.

Podemos aprender ou reaprender a pensar, mudar o foco, poder olhar para todos os lados antes de declarar guerra a tudo e todos, educando cada um o seu Minotauro, evitando este estado belicoso de ser.

Só tomando consciência da existência de nossa sombra poderemos “educa-la” e assim tornar a vida em família, em comunidade, no trabalho ou mesmo no mundo mais leve.

Nestes dias de isolamento estar com as mesmas pessoas dias e dias a fio é preciso repensar o Minotauro de cada um para que todos possam coabitar. E mesmo quem esta absolutamente só também precisa saber conviver com ele, para que não seja devorado.

Como disse… tempos difíceis estes pelos quais estamos passando, mas como diz uma música linda… Vivendo e Aprender a jogar…

SERENIDADE – esta é a palavra chave para o momento.

Cassia Marina Moreira

Como muita gente, tenho trabalhado de casa, fazendo atendimentos via Skype e ou video/conferência  E o que tenho percebido é bem por aqui… dai este texto sobre a necessidade do momento …de manter a mente quieta a espinha ereta e coração tranquilo…

SERENIDADE em tempos de crise –

Em finais de semana ou mesmo férias prolongas é moleza, mas agora a dinâmica é bem outra. Quarentena… acaba sendo um grande dificuldade.

Horas e horas, dias e dias e muito possivelmente meses e meses dentro de casa para evitarmos um inimigo “quase” invisível. Que esta a solta perambulando pelas ruas, pior pelo ar, tudo se tornou uma ameaça que nos faz temer pela própria vida e pela vida dos nossos mais chegados.

Maçanetas e botões de elevador se tornaram no mínimo preocupantes, e na volta pelo sim pelo não empurre o que puder com o cotovelo. Lave mãos, antebraços e rosto, para assim se certificar que seu nariz ficou limpo novamente de possíveis elementos que respirou por aí.

Um novo ritual até mesmo para esticar um pouco as pernas e manter a casa limpa é descer até a garagem para levar o lixo da casa numa lixeira e o lixo reciclável na lixeira própria dele. Também para quem como eu, sai de casa e ficar dando voltas e mais voltas pela área livre do prédio.

Claro que tudo muda, quando vem alguém no sentido contrário. Aí é bem engraçado o:- “olá você vizinho” meio de lado, meio de “fianco”, de viés para deixar o vento carregar qualquer vírus bem para lá, bem para longe.

Entre os familiares há até mesmo disputa para ir fazer alguma coisa, mesmo que seja levar o cãozinho para uma “mini volta lá na calçada”. Quando nas semanas anteriores a encrenca era para coisas do tipo:- “hoje é seu dia ou agora é a sua vez”, ou ainda quando o disse-me-disse era só “pelo poder do controle remoto”.

Então, manter a rotina de vida é bem necessário para a cuca não pirar de vez. Horário para levantar, fazer café, trabalhar um pouco no Home Office, manter a parada para fazer almoço, descobrir de quem é a vez de arrumar a cozinha, voltar ao Home Office. E assim por diante. Manter certo ritual acabará sendo benéfico a todos nós.

Rotina nos trás segurança, serenidade, e manter a rotina é trabalhar diretamente na nossa “Força de Vontade” que precisa nestes dias de crise ser mais forte e poderosa do que nossas frustrações; estas que todo momento sentimos ao olhar para frente, como não sair de casa, esta talvez a mais difícil.

Serenidade e Ternura trarão a força necessária para enfrentarmos a crise externa, e a crise interna – talvez a mais difícil. Nossa vontade fraca produz avanços à geladeira de hora e hora, discussões a todo o momento; a preguiça, por exemplo, pode vir a ser um inimigo bastante poderoso, por isso a rotina é bem-vinda, afasta esta possibilidade.

A Organização Externa, nos ajuda a manter a Organização Interna, assim com ter um propósito, uma proposta que o mantenha ocupado. Ler um livro ou reler um bom livro que leu há anos atrás. Vou começar a reler “Cem anos de solidão” um grande romance e desafio, principalmente neste momento.

Ouvi no rádio que para familiares em confinamento Jogos de Tabuleiro, podem ajudar a convivência, assim não ficarão cada um em seu celular ou tablete individualizados. Mas reunidos com o propósito de juntos passarem o tempo de isolamento.

Com serenidade conseguimos lidar com a ansiedade que traz medo além da horrível sensação de impotência que fatalmente derrubará a autoestima; quando nos indispomos conosco não é nada bom. Esta insatisfação pessoal trará uma frustração por descobrir que não somos super-homens ou a mulher maravilha, isso pode desencadear muitos TOC´s. comer sem parar, limpar a casa, maçanetas, interruptores de luz, a cada quinze minutos.

O truque é não deixar que pensamentos automáticos permaneçam e nos enlouqueçam, para parar este automatismo mental assustador, é preciso prestar atenção no que se esta pensando e onde este pensamento esta nos levando.

Só a consciência é capaz fortalecer a nossa vontade e afastar frustrações e o medo decorrente desta crise. Um dia de cada vez, é a proposta para se firmar no aqui e agora; pensar que esta “inação” pode durar semanas vai se tornar um problema ainda maior. Viver um dia de cada vez facilitará presença de serenidade para o ambiente em que nos encontramos.

Tudo pode acontecer até mesmo sairmos desta quarentena bem mais fortalecidos e quem mudamos algumas coisas em nos mesmos para melhor.

Os bicos e os Adolescentes!

O que parece é que foram feitos um para o outro, sem tirar nem por. Em algum momento da adolescência, todos acabam por acreditar que a vida lhes deve alguma coisa. Que o mundo está devendo algo para eles, ainda mais que estão produzindo “agora” a obra da vida de sua vida, que será de alguma forma um avanço para a humanidade!

Ninguém é capaz de ver isso, e tudo e todos estão numa articulação maquiavélica, formando um grande complô para destruir seu poder criativo e assim como seu futuro é chamuscado; e teria tudo para ser simplesmente brilhante. Contudo, uma vez que todos teimam em puxar seu pequeno tapete, “jamais poderei sair disso”!

A veia dramática, sem dúvida, acompanha o biquinho! Faz parte, talvez… porque muitos deles são gerados por mães que não perdem por nada deste mundo um capitulo sequer das novelas de Janete Clair ou Glória Perez e seus verdadeiros dramalhões, nos quais choravam e emocionavam muito com uma das namoradinhas do Brasil, que interpretam estes dramas.

Então é assim, para o adolescente, nada foi tão importante assim na vida; mas agora que está sentindo certa inspiração, certa luz que até parece ser “divina”, vem alguém e poda, corta! Justo neste momento que até aquela velha inibição que impedia de existir tão livremente com suas artes, sumiu! “Agora que sinto ser capaz de expressá-las, e viver com intensidade dentro das minhas artes como realmente merecem, quando fluem, acabo boicotada”!

Em todo caso, não importa muito qual o caso, tudo se torna um caso para o adolescente que resolve se revoltar e ficar de biquinho! E só ficar repetindo, que o mundo não é justo e a vida é má! E que não se pode confiar em nada e em ninguém!

Como falta vivência e por vezes é falta de literatura para a grande maioria destes jovenzinhos, não se tem muito como argumentar com eles, o melhor e sair da frente para não tropeçarmos no bico e tocarmos a nossa vida. Afinal quando resolvem que devem continuar sendo mimados por todos mesmo que não sejam os seus “papais e mamães”, melhor deixar para lá.

Enfim cada qual tem sua própria época para amadurecer, as vezes irão “passar a vida querendo mimos” e isto sem dúvida lhes custará caro, afinal cada vez que o “mundo lhes disser um Não” – agirão como bebes chorões e bicudos, olhando sempre para o que os outros não lhes dão, e não para o que precisam e já podem fazer por si mesmos!

Com toda pompa e glória dos 20 e poucos anos, são … ou pensam que são os donos do mundo e da verdade, até que não possam fazer algo… então o mundo cai… e claro a culpa é do outro.

Crescer é bom, mas dá trabalho, leva tempo! É um trabalho artesanal, é aí que aprendemos a pensar e a sentir com “realidade” as coisas, todas as coisas. A entender que o mundo não está aí só para nos servir; que a vida é uma estrada de mão dupla. Sempre teremos arcar com o Ônus para chegarmos ao Bônus!

Infelizmente nesta relação não existe lugar para bicos… é aqui que crescer se torna imprescindível…

No sistema das ESSÊNCIAS D’ÁGUA existem algumas formulações que podem ajudar a passar por esta fase de forma mais calma e facilmente.

SERENIDADE e MATURIDADE são duas delas. A primeiras dissipa e toxidade das tristezas do adolescentes e MATURIDADE trará equilíbrio para enfrentar os problemas desta fase tão conturbada. Para saber mais veja aqui mesmo no site em em –  FORMULAÇÕES –

Para adquirir click em www.loja-essenciasdagua.com

Nudibrânquios

Faço trocas positivas com o meio ambiente.

Nudibranquios - Fabio NauerSomos seres sociais – dificilmente estaremos bem se afastados dos outros seres humanos, porém não é nada fácil estar bem e de bem em meio às pessoas com humores tão inconstantes como facilmente podemos constatar. Esta Essência D’Água facilita as trocas com o meio ambiente, mesmo em um lugar com mais toxidade tanto dele próprio quanto das pessoas que nele circulam.

Indicações de Uso: Facilita segurança – confiança, Leveza – agilidade, Especial – adolescentes – fase de transição corporal. Combate problemas relacionados à pele: escamações/ escoriações/brotoejas/ queimaduras, problemas respiratórios, bronquites – bronqueolites.

Acesse o nosso site e conheça as outras essências:
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Mexilhões

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“Posso me relacionar melhor com os outros.”

Dados geográficos

MARANDUBA – UBATUBA – SP

A essência

Os mariscos são “muito na deles” – quase isolados  dentro de si mesmos. Só estão juntos por que foram colocados na mesma marisqueira.

Não são agressivos, embora tenham aspectos rude com ‘casca grossas, conchas com as bordas finas e afiadas’.

Como nós que moramos em apartamentos, que são construidos como fieras dos mexilhões, cada qual em sua casa, vivendo sua vida, sem tomar conhecimento do que acontece ao lado. Cada qual no seu proprio ritmo de vida.

Por outro lado alguns com mais dificuldades na convivencia, como os mexilhões não reagem bem ao toque, tão cortantes são suas conchas. Dar e receber carinho é um problema para eles, toda proximidade fisica é vista como invasiva.

A essência vibracional dos mexilhões irá ajustar este descompasso. Assim sem ter sensações de que será inadida ou agredida a pessoa com estas caracteristicas dos mexilhões poderá permanecer em sua ‘concha’, manter sua forma de vida, viver dentro de seu “quadrado” sem ser importunado, mas sem agredir quem simplesmente chegar muito perto.